O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que o debate sobre mudanças na jornada de trabalho, como a escala 6 por 1, tem sido conduzido com foco eleitoral e não enfrenta os principais desafios da população. A declaração foi feita durante entrevista à Jovem Pan News Campinas, durante visita a Campinas (ouça acima ou neste link)
Segundo Zema, a proposta vem sendo discutida em um contexto que não prioriza soluções estruturais para o país.
Debate sobre jornada de trabalho
O pré-candidato classificou a discussão sobre a escala 6×1 como inadequada no cenário atual e afirmou que o tema tem sido utilizado com viés político. “Essa questão num ano eleitoral é puro populismo. Isso deveria ser debatido com mais profundidade e não da forma como está sendo colocada”, afirmou.
Para ele, mudanças na jornada não devem ser tratadas de forma isolada, sem considerar o contexto econômico.
Renda e condições de vida
Zema defendeu que o foco das políticas públicas deve estar na ampliação da renda da população. “O brasileiro quer é ganhar mais. E com esse governo está ganhando menos. Então acaba surgindo esse tipo de proposta como uma válvula de escape”, disse.
Ele também citou dificuldades enfrentadas no dia a dia, como transporte e acesso a serviços públicos. “O brasileiro perde horas e horas no transporte público que não recebe investimentos, perde tempo no sistema de saúde que não funciona adequadamente, e vem uma medida que não resolve o problema na raiz”, afirmou.
Impacto econômico e migração
Na avaliação do ex-governador, a redução da jornada só seria viável em um cenário de aumento da renda média da população. “Se o brasileiro estivesse ganhando muito mais, ele poderia trabalhar menos horas e ainda assim manter sua renda. Mas não é essa a realidade hoje”, declarou.
Zema também mencionou o movimento de brasileiros que buscam oportunidades fora do país. “Se resolvesse, não teria milhões de brasileiros vivendo fora e trabalhando, muitas vezes, mais do que trabalham aqui”, disse.
A discussão sobre a jornada de trabalho tem sido ampliada no cenário político e envolve propostas que ainda não têm consenso entre especialistas e lideranças públicas.







