O senador Marcos Pontes (PL) afirmou que está à disposição do partido para compor a chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. Em entrevista à Jovem Pan News Campinas, o parlamentar confirmou que foi procurado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e disse que seu nome está sendo considerado enquanto a legenda negocia uma composição com outros partidos.
Segundo Pontes, caso a coligação não seja formada, a tendência é que o PL lance uma chapa pura, cenário em que ele acredita ter condições de assumir a candidatura a vice-presidente.
“Eu me coloquei à disposição. Estou completamente à disposição. Como estive na minha vida toda cumprindo missões pelo país, estou pronto para cumprir mais essa missão, caso seja necessário”, afirmou.
Escolha do vice
O senador explicou que a definição sobre o candidato a vice deve ocorrer até o dia 5 de agosto, prazo para a oficialização da chapa. Até lá, segundo ele, a direção do partido mantém conversas com outras legendas para ampliar a coligação.
Pontes revelou que Flávio Bolsonaro manifestou preferência por uma mulher como vice, mas ressaltou que, caso essa composição não avance, seu nome ganha força dentro do partido.
Papel do vice
Questionado sobre qual seria sua atuação em um eventual governo, Marcos Pontes afirmou que o vice-presidente não deve exercer apenas um papel institucional ou simbólico.
Ele defendeu que o ocupante do cargo participe do planejamento estratégico do governo, coordenando programas e promovendo maior integração entre os ministérios.
“O vice-presidente não pode ser uma figura decorativa. Eu gostaria de ajudar muito no planejamento estratégico do governo, organizar o trabalho dos ministérios de forma coordenada e contribuir para que as políticas públicas sejam executadas de maneira mais eficiente”, disse.
O senador também afirmou que pretende contribuir para reduzir gastos públicos, defendendo uma máquina administrativa mais enxuta e com menor número de ministérios.
Projetos parados
Durante a entrevista, Pontes criticou a lentidão do Congresso Nacional na votação de projetos considerados estratégicos.
Ele citou propostas relacionadas ao gerenciamento de riscos e desastres naturais, combate à violência nas escolas, ciência e tecnologia e reforma tributária. Segundo o parlamentar, muitas matérias permanecem paradas nas comissões sem avançar para votação.
Sobre a proposta de mudança da escala de trabalho 6×1, afirmou considerar improvável que o tema seja votado antes das eleições. Ao comentar o assunto, defendeu que haja liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores.
Experiência
Marcos Pontes afirmou que sua experiência como astronauta, ministro, senador e administrador público pode contribuir para um eventual governo.
Segundo ele, além do conhecimento técnico, sua atuação internacional e sua baixa rejeição eleitoral seriam diferenciais para fortalecer uma candidatura presidencial.
Principais declarações
- “Eu me coloquei à disposição. Estou completamente à disposição.”
- “O vice-presidente não pode ser uma figura decorativa.”
- “Eu gostaria de ajudar muito no planejamento estratégico do governo.”
- “É importante reduzir os gastos do governo e tornar a máquina pública mais eficiente.”
- “Acho improvável que a pauta da escala 6×1 seja votada antes das eleições.”
- “A liberdade é uma coisa muito importante. Você não pode obrigar as pessoas a não trabalharem.”
- “Temos muitos projetos importantes parados no Congresso que precisam avançar.”
- “Estou pronto para decolar e cumprir essa missão, caso seja escolhido.”






