O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ironizou nesta segunda-feira (1º) o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao comentar a atuação do adversário político no governo federal.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Ao comparar sua gestão à trajetória recente de Haddad, Tarcísio afirmou que o petista teria sido o “melhor ministro da Fazenda da história, do Paraguai”.
“Quatro anos depois, o que a gente tem? A gente aqui tem muita entrega em São Paulo, e ele tem a passagem brilhante pelo Ministério da Fazenda. Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história, do Paraguai. Porque todas as empresas brasileiras foram para lá”, declarou o governador.
Tarcísio e Haddad foram adversários no segundo turno das eleições para o Governo de São Paulo em 2022. Na ocasião, o atual governador venceu a disputa com 55,27% dos votos válidos, enquanto o petista obteve 44,73%.
Cenário para 2026
A fala ocorre em meio às movimentações para as eleições de 2026. Tarcísio trabalha para a construção de uma chapa de reeleição ao Palácio dos Bandeirantes e tem como expectativa a realização de uma convenção conjunta de partidos aliados para oficializar a candidatura.
O atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), é apontado como provável companheiro de chapa na disputa.
Do lado da oposição, Fernando Haddad aparece entre os nomes cotados para disputar novamente o governo paulista. Nos últimos meses, o petista intensificou agendas com prefeitos e lideranças do interior do Estado.
Também há discussões sobre a composição de uma eventual chapa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou preferência para que o ex-ministro Márcio França (PSB) participe da disputa como candidato a vice-governador.
Rivalidade política
A troca de críticas entre Tarcísio e Haddad tem sido frequente desde a eleição de 2022. Enquanto o governador costuma questionar medidas da política econômica federal, aliados do PT fazem críticas à gestão estadual em áreas como transporte, educação e segurança pública.
Com a aproximação do calendário eleitoral, a tendência é que os embates entre os dois grupos políticos se intensifiquem, especialmente diante da possibilidade de uma nova disputa pelo comando do Estado de São Paulo.






