A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) a quarta fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em processos de licitação pública envolvendo agentes públicos e particulares. A ação ocorre em cidades da região, incluindo Campinas, Jundiaí, Americana, Itu e Sumaré.
Nesta etapa da operação estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e uma medida cautelar que determina o uso de tornozeleira eletrônica por um dos investigados. Também foram autorizados afastamentos de funções públicas e medidas de bloqueio de bens.
De acordo com a Polícia Federal, o foco desta fase é aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre os anos de 2021 e 2025.
Os investigadores também apuram possíveis práticas de lavagem de dinheiro utilizadas para ocultar a origem de valores que teriam sido desviados de recursos públicos.
Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo da participação de cada envolvido no esquema investigado.
O nome da operação faz referência à palavra “café”, termo que, segundo a Polícia Federal, teria sido utilizado pelos investigados como código para se referir ao pagamento de propina no contexto das negociações ilícitas.







