O principal destaque da cerimônia foi Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson
A 97ª edição do Academy Awards confirmou algumas tendências da temporada de premiações, mas também trouxe surpresas e momentos simbólicos que mostram para onde Hollywood parece caminhar nos próximos anos. Entre grandes vitórias, discursos políticos e disputas acirradas, a cerimônia consagrou produções autorais e reforçou a diversidade de estilos e narrativas no cinema contemporâneo.
O grande vencedor da noite
O principal destaque da cerimônia foi Uma Batalha Após a Outra, dirigido por Paul Thomas Anderson. O filme dominou a premiação ao levar seis estatuetas, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado.
A produção, um thriller político com toques de humor ácido, acompanha a história de um ex-revolucionário que tenta reconstruir a vida enquanto enfrenta os fantasmas de seu passado. O resultado foi um dos maiores triunfos da carreira de Anderson, que finalmente levou o Oscar após diversas indicações ao longo da carreira.
A vitória consolidou o longa como o grande fenômeno da temporada, superando concorrentes fortes e confirmando o apelo da Academia por narrativas autorais e politicamente carregadas.
Disputa acirrada nas principais categorias
A corrida nas categorias de atuação também foi um dos pontos mais comentados da noite. O prêmio de Melhor Ator ficou com Michael B. Jordan por Pecadores, em uma atuação que chamou atenção por interpretar dois irmãos gêmeos em uma narrativa sobrenatural ambientada no sul dos Estados Unidos.
Já o Oscar de Melhor Atriz foi para Jessie Buckley por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, reforçando a força do drama histórico na temporada de premiações.
Outro destaque da noite foi o impacto de Pecadores, que também levou prêmios técnicos importantes, como trilha sonora e fotografia, demonstrando a força estética do filme dentro da indústria.
O crescimento do cinema internacional
Na categoria de Melhor Filme Internacional, o vencedor foi Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier. A vitória marcou a primeira estatueta da história da Noruega na categoria, um feito simbólico que reforça o espaço cada vez maior do cinema europeu no Oscar.
O longa, que também recebeu indicações em categorias principais, explora relações familiares complexas e o impacto da arte na reconstrução de vínculos afetivos, conquistando a crítica internacional.
A frustração brasileira
Para o Brasil, no entanto, a noite terminou com gosto amargo. O país chegou forte à premiação com quatro indicações para O Agente Secreto, incluindo Melhor Ator para Wagner Moura, mas acabou saindo da cerimônia sem nenhuma estatueta.
Ainda assim, a presença brasileira entre os indicados reforça um momento positivo do cinema nacional no cenário internacional, especialmente com produções cada vez mais presentes em festivais e premiações globais.
O que o Oscar 2026 revela sobre Hollywood
No fim das contas, a edição de 2026 mostrou que o Oscar continua tentando equilibrar tradição e renovação. Entre grandes nomes consagrados e novas vozes do cinema mundial, a premiação reforçou que o futuro da indústria pode estar justamente nessa mistura de estilos, culturas e narrativas.







