Quase dois anos depois do maior desastre ambiental do Rio Piracicaba, o Ministério Público afirmou que a Usina São José continuou despejando poluentes no rio. Em manifestação entregue à Justiça, o MP apontou novos laudos da Polícia Federal.
Os documentos mostram efluentes da atividade sucroenergética com índice 58 vezes acima do permitido. Também há relatos de descarte de resíduos durante a noite e de funcionários orientados a encobrir melaço com enxadas para esconder a poluição.
O caso apurado pelo Gaema investiga a morte de 253 mil peixes em julho de 2024. O dano atingiu 70 km do rio e a APA do Tanquã, conhecida como “mini-pantanal” paulista.
A usina já recusou proposta de acordo sobre a tragédia.
Para o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, as novas provas reforçam que a poluição não parou mesmo após a abertura do inquérito civil.







