Campinas ganhou um reforço na rede pública de saúde com a inauguração do Hospital São Leopoldo Mandic, instalado na antiga Casa de Saúde, na região central da cidade. A unidade será dedicada exclusivamente ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e começará a receber encaminhamentos pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) a partir do dia 27 de julho.
Durante a inauguração, o prefeito de Campinas, Dário Saadi, destacou que a parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a instituição permitirá ampliar gradualmente a oferta de serviços. “Esse primeiro convênio da UD SUS, através da São Leopoldo Mandic, com o Governo do Estado, é muito importante. A partir dele será possível ampliar o atendimento com novos aditivos, sem toda a burocracia de um novo convênio. É um hospital tradicional de Campinas, totalmente reformado para atender o SUS”, afirmou.
Na fase inicial, o hospital contará com 27 leitos de internação, quatro salas cirúrgicas e capacidade para realizar entre 400 e 450 cirurgias de média complexidade por mês. Entre os procedimentos previstos estão cirurgias de hérnia, vesícula, varizes e ortopedia. O diretor-presidente do Grupo São Leopoldo Mandic, José Luiz Cintra Junqueira, afirmou que a estrutura está pronta para iniciar os atendimentos. “Agora a Casa de Saúde recebe da Divisão Regional de Saúde os pacientes que estão parados na fila. É isso que vamos fazer aqui: um trabalho clínico e cirúrgico exclusivamente pelo SUS. O hospital está pronto para começar esse atendimento.”
A unidade funcionará como hospital referenciado, sem atendimento de pronto-socorro. Segundo o diretor de Medicina do Grupo São Leopoldo Mandic, Dr. Guilherme Succi, todos os pacientes serão encaminhados exclusivamente pela CROSS. “É importantíssimo esclarecer isso. Esse aqui é um hospital referenciado. Todos os pacientes serão encaminhados pela Central de Regulação do Estado, a CROSS. O paciente não consegue vir diretamente aqui, porque nós não temos pronto-socorro. Esse é o modelo de funcionamento do SUS”, explicou.
De acordo com a Prefeitura, a nova estrutura também beneficiará moradores de outras cidades da Região Metropolitana de Campinas. O prefeito de Nova Odessa, Cláudio José Schooder, o Leitinho, afirmou que a unidade ajudará a reduzir a fila de espera por procedimentos. “É um investimento do Governo do Estado em parceria com a Mandic e com a Prefeitura de Campinas, que vai ajudar a reduzir a fila da CROSS. Isso beneficia não apenas Campinas, mas toda a Região Metropolitana, incluindo Nova Odessa e outras cidades que dependem desses atendimentos.”
A expectativa é que o hospital contribua para desafogar unidades como os hospitais Mário Gatti, Ouro Verde, PUC-Campinas e o Hospital de Clínicas da Unicamp, permitindo que esses serviços concentrem esforços em atendimentos de maior complexidade. Para o superintendente do Hospital PUC-Campinas, Dr. Aguinaldo Catanoce, “quanto mais estruturas boas para fornecer saúde à população, melhor para todos. Isso contribui para desafogar os hospitais e fortalecer toda a rede”.
Além dos leitos e do centro cirúrgico, a unidade contará com cerca de 160 profissionais e estrutura para exames de tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia, análises clínicas e hemoterapia. O projeto prevê futuras ampliações para alcançar 72 leitos de internação, sete salas cirúrgicas e nove leitos de UTI adulto.







