Uma operação da Polícia Civil e da Controladoria Geral do Estado investigou possíveis fraudes em contratos do Programa Ligado, responsável pelo transporte de alunos com deficiência em Sumaré.
A Operação Caminho Protegido cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em cidades do interior paulista, Grande São Paulo e também no estado de Goiás.
Segundo a investigação, quatro empresas sediadas em Sumaré são suspeitas de integrar um esquema que pode ter causado prejuízo superior a R$ 590 mil aos cofres públicos estaduais.
As apurações indicam que as empresas teriam sido criadas para burlar regras do edital de credenciamento da antiga EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo).
De acordo com o Governo do Estado, as quatro transportadoras foram abertas no mesmo dia, em dezembro de 2023, e utilizavam o mesmo endereço, considerado incompatível com a estrutura necessária para operação das frotas.
A investigação também aponta suspeita de uso de documentos falsos e atestados de capacidade técnica emitidos por empresas ligadas a familiares dos sócios investigados.
A ação busca apreender documentos, computadores, registros contábeis e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações.
O Programa Ligado realiza transporte especial porta a porta para alunos com deficiência matriculados na rede estadual e entidades conveniadas. Atualmente, o serviço atende mais de 5 mil beneficiários em todo o estado de São Paulo.







