Uma operação conjunta entre a CPFL Piratininga e a 3ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC) de São Paulo flagrou furto de energia elétrica em duas mineradoras de bitcoin que operavam de forma clandestina em Jundiaí e Louveira. As unidades estavam instaladas no Distrito Industrial de Jundiaí e no bairro Terra Nobre, em Louveira. Durante a fiscalização, técnicos da concessionária constataram que os imóveis não possuíam medidores de energia instalados. Apesar disso, havia ligações diretas na rede elétrica, com consumo extremamente elevado, incompatível com qualquer atividade comercial regular nos locais. O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.
Os responsáveis pelos imóveis podem responder criminalmente, e os equipamentos utilizados na mineração foram apreendidos para perícia. Segundo a CPFL Piratininga, as ações de combate a fraudes serão intensificadas. A empresa afirmou que mantém parceria permanente com as forças policiais para identificar ligações irregulares, que além do prejuízo financeiro, oferecem risco de acidentes, sobrecarga na rede e comprometem a qualidade do fornecimento para outros consumidores.
Por que mineradoras são alvo de fraudes
A mineração de bitcoin é o processo que valida transações na rede blockchain. Para isso, são usados computadores de altíssima potência, chamados de ASICs, que operam 24 horas por dia resolvendo cálculos complexos. Quem encontra a solução primeiro recebe bitcoins como recompensa. O processo é extremamente intensivo em consumo elétrico. Uma única máquina pode consumir o equivalente a várias residências. Por isso, operações clandestinas buscam furtar energia para reduzir custos e aumentar o lucro, já que a conta de luz é o principal gasto da atividade. A CPFL reforça que denúncias de furto de energia podem ser feitas de forma anônima pelos canais de atendimento da empresa.






