A Prefeitura de Campinas anunciou um pacote de ações estratégicas para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos associados à possibilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte nos próximos meses. O plano reúne medidas de prevenção, monitoramento, adaptação urbana e proteção da população diante de cenários como ondas de calor, chuvas intensas, incêndios florestais e períodos de estiagem.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira durante evento que reuniu representantes de diversas áreas da administração municipal, além de especialistas e órgãos parceiros. Segundo a Prefeitura, as iniciativas estão alinhadas ao Plano Local de Ação Climática e ao Plano Local de Resiliência e Redução de Riscos de Desastres.
Entre as principais medidas está a instalação de 21 estações meteorológicas distribuídas pelos 18 setores de risco da cidade. O primeiro equipamento já foi instalado no Museu da Imagem e do Som. O investimento previsto é de mais de R$ 350 mil.
Também foram anunciadas ações voltadas ao enfrentamento das ondas de calor. O Hospital Ouro Verde deverá receber sistema de climatização até novembro, em um investimento estimado em R$ 3,5 milhões. Além disso, 42 escolas municipais serão climatizadas a partir de agosto e outras unidades terão os telhados substituídos para reduzir a temperatura interna dos ambientes.
A Prefeitura ainda pretende criar uma rede de refúgios climáticos em equipamentos públicos, como bibliotecas e praças, oferecendo áreas climatizadas, sombra e acesso à água. Também está prevista a instalação de 40 bebedouros públicos em diferentes regiões da cidade.
Na área ambiental, o município anunciou a implantação de mais 15 microflorestas até março de 2027. Atualmente Campinas conta com 27 áreas desse tipo já concluídas. Outra medida será a entrada em operação do reservatório da Mata de Santa Genebra para apoio ao combate a incêndios florestais.
O pacote inclui ainda projetos estruturais para drenagem urbana, entre eles três parques lineares na região central associados às obras de macrodrenagem para reduzir riscos de alagamentos.
Especialistas alertam que os efeitos do El Niño ainda dependem da intensidade do fenômeno, mas há possibilidade de aumento na frequência de ondas de calor, secas prolongadas, queimadas e chuvas intensas ao longo do segundo semestre deste ano.







