A greve dos trabalhadores terceirizados que atuam na Refinaria de Paulínia (Replan) completou nove dias nesta quinta-feira (25). A paralisação segue sem acordo entre a categoria e as empresas responsáveis pelos contratos de prestação de serviços na unidade.
Mesmo com chuva, trabalhadores permaneceram mobilizados em frente à portaria da refinaria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom), houve momentos de tensão durante a manifestação.
De acordo com a entidade sindical, um trabalhador teria sido agredido durante a mobilização, o que provocou empurra-empurra na entrada da refinaria. Vídeos divulgados pelo sindicato registraram a movimentação dos manifestantes e a concentração no local.
A greve começou após a rejeição da proposta apresentada pelas empresas durante as negociações do dissídio coletivo de 2026. Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 9%, aumento no vale-alimentação, no café da manhã, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e na cesta natalina.
Segundo o sindicato, a contraproposta patronal apresentou índices inferiores aos reivindicados pelos trabalhadores, mantendo o impasse nas negociações.
O movimento também continua apesar de decisão judicial que determinou o retorno de 60% dos trabalhadores às atividades, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. O Sinticom informou que a categoria permanece mobilizada enquanto aguarda a retomada das negociações com as empresas.







