A Polícia Federal concluiu nesta quinta, 6, o inquérito sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo em agosto de 2024 e indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da empresa pelo crime de atentado à segurança do transporte aéreo.Entre os indiciados estão o presidente da companhia, José Luiz Felício Filho, os diretores de Operações, Manutenção, Técnico e Segurança, além de pilotos, mecânicos e despachantes de voo. Segundo a PF, havia falhas de manutenção e operação dentro da empresa.
No dia do acidente a aeronave decolou mesmo com o limpador de para-brisa quebrado e com alerta de problema no sistema de degelo.
Áudios da caixa-preta mostram que os pilotos comparavam o avião a um “Fusquinha” e já sabiam das falhas.O relatório aponta que a tragédia foi causada por uma combinação de mau tempo, problemas técnicos e falhas na conduta operacional.
A PF também enviou cópia à Corregedoria para apurar possível prevaricação de servidores da Anac.O voo 2283 caiu em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, matando 62 pessoas. Foi o pior acidente aéreo no Brasil desde 2007. A Voepass teve as operações suspensas em março de 2025 e perdeu o certificado da Anac em junho.







