Rádio
● AO VIVO JP News Campinas
sexta-feira, abril 17, 2026
No Result
View All Result
Campinas ☁️ --°C
JP NEWS CAMPINAS 100.3
  • Home
  • Cidades
    • Campinas
    • Indaiatuba
    • Americana
    • Hortolândia
    • Piracicaba
    • Limeira
    • Sumaré
  • Política
  • Economia
  • Esporte
  • Saúde
  • Educação
  • Programação
  • Contato
  • Home
  • Cidades
    • Campinas
    • Indaiatuba
    • Americana
    • Hortolândia
    • Piracicaba
    • Limeira
    • Sumaré
  • Política
  • Economia
  • Esporte
  • Saúde
  • Educação
  • Programação
  • Contato
No Result
View All Result
JPNews
Home Saúde

O que podemos ver além das fotografias

by Redação
4 de abril de 2025
in Saúde
0
Um simples flagrante, que se tornou imortal por tudo o que viria a representar na música, nos remete a inúmeras narrativas que a imagem evoca - Imagem: Divulgação
Um simples flagrante, que se tornou imortal por tudo o que viria a representar na música, nos remete a inúmeras narrativas que a imagem evoca - Imagem: Divulgação
Um simples flagrante, que se tornou imortal por tudo o que viria a representar na música, nos remete a inúmeras narrativas que a imagem evoca – Imagem: Divulgação

Marlene Polito Publicado em 29/10/2024, às 11:59

Um flagrante pessoal

A foto de meu pai, em sua impecável pose aos 3 anos de idade, me vem às mãos. É encantadora! Com sua bata branca toda bordada, aparece de nariz empinado, empertigado, cabelos compridos, muito comum à época, e se apoia em uma mesinha de linhas retas e sóbria.

O cenário atrás, fixo e muito provavelmente pintado à mão, dá um toque cenográfico com a intenção de situar a criança em um lugar idealizado, um toque possível de sofisticação.

A fotografia em branco e preto, comum nas décadas de 1920 e 1930, deixa ver tanto o estilo visual quanto os avanços de uma época em que os estúdios de fotografia começavam a se adaptar às inúmeras transformações tecnológicas, recebendo as influências do movimento art déco.

Olho emocionada a figura de meu pai nesse cenário, já tão resoluto em seus primeiros anos de vida, e me sensibilizo. A fotografia me conta histórias sem palavras.

Segurando o tempo nas mãos

A fotografia, desde seu início, é narrativa visual instigante. Espelho de nossas próprias emoções, memórias e percepções do mundo, permite que nos lembremos de momentos particulares da nossa história de vida e da vida que partilhamos com outros.

Seu apelo reside na sua capacidade de ser uma janela aberta para o que somos, sentimos e buscamos. Transcende, por isso, o seu tempo, desperta sentimentos profundos, expõe-nos transformações, conecta-nos com outras experiências humanas e nos faz lembrar de que não estamos sozinhos nesse mundo.

Uma simples foto dos Beatles atravessando as faixas de pedestre, para ilustrar a capa do disco Abbey Road, pode nos contar histórias que vão além da própria fotografia: como eram os veículos da época, estacionados ao fundo; as roupas utilizadas por eles, a tranquilidade de um instante sem movimento. E assim, um simples flagrante, que se tornou imortal por tudo o que viria a representar na música, nos remete a inúmeras narrativas que a imagem evoca.

Nos dias atuais, sofremos o impacto do excesso de imagens, uma ideia que tem sido objeto de análise de inúmeros estudos e pesquisas.

Nicholas Carr, em seu livro “The Shadows: What the Internet is Doing to our Brains” (As sombras: O que a internet está fazendo com nosso cérebro) afirma que a grande quantidade de estímulos visuais – incluindo imagens, muitas vezes sensacionalistas – e de informações rápidas impactam nossa capacidade de concentração e interferem profundamente na forma como processamos as mensagens. Como decorrência natural, há a diminuição de nossa capacidade de discernimento e engajamento crítico.

Susan Sontag, em “Diante da dor dos outros” traz, da mesma forma, um novo olhar sobre a questão. Explora como a exposição constante de cenas de violência, sofrimento e agressão pode nos levar a uma espécie de dessensibilização em que nos tornamos indiferentes à dor do outro. Nosso cérebro, sofrendo o impacto de cenas chocantes de forma constante, cria mecanismos de defesa para a nossa resposta emocional à superexposição. Naturalizamos a dor, a tragédia, a condição de miséria e desigualdade, o que pode nos levar à indiferença, à falta de empatia e conexão humana.

Esses pensadores, assim, nos põem diante de um dilema: seria esse ‘um admirável mundo novo” em que a profundidade de conhecimento, a empatia e a conexão com o outro estariam irremediavelmente comprometidas?

Muito além de uma simples imagem, uma narrativa visual do mundo

Como vimos, as fotografias têm uma qualidade particular: elas nos contam histórias a respeito de quem somos. Mesmo em tempos de redes sociais e plataformas digitais, com o fenômeno das ‘selfies’, a fotografia continua a ser uma forma de expressão e autodefinição.

Não é simplesmente o registro de um tempo congelado; é também lugar de memória que atualiza emoções, traz de volta cenários e personagens que poderiam se dissolver em vagas lembranças com o passar dos anos.

Em nossa sociedade, essa força narrativa continua a ter papel importante, apesar do poder avassalador das mudanças tecnológicas e do aumento de produção de imagens. Os trabalhos fotográficos de grande valor estético e profundidade passam a ser, então, instrumentos essenciais para análise, mobilização e crítica social . São, por isso, fundamentais para uma compreensão mais empática do mundo em que vivemos e das complexidades da condição humana.

Migrant Mother , de Dorothea Lange

Em ‘Migrant Mother’ (1936), vemos Florence Owens Thompson, que, durante a Grande Depressão, representa a luta de milhões de famílias americanas. Com expressão de resignação e força, seus filhos ao lado demonstram a desesperança de uma época.

Afghan Girl, de Steve McCurry

A foto (1984) de Sharbat Gula, uma refugiada afegã com olhos penetrantes, tornou-se um símbolo de beleza e resistência humana, sensibilizando o mundo para o sofrimento dos refugiados.

Tank Man, autor desconhecido

Essa imagem de 1989, constrói uma rede impactante de significados: vermos a fragilidade de um homem solitário na Praça da Paz Celestial, em Pequim, enfrentando a força maciça do poder estatal. Imagem forte de coragem individual, tornou-se símbolo de enfrentamento à opressão e busca pela liberdade.

Serra Pelada, de Sebastião Salgado

A série fotográfica Serra Pelada retrata a vida de milhares de garimpeiros trabalhando em condições sub-humanas. Há montanhas de lama, exaustão, precariedade de vida. As fotos em preto e branco deixam a nu o contraste entre a vontade de enriquecer e a desumanização das condições de trabalho.

A fotografia é, portanto, o flagrante de um instante que captura a imagem única. E será sempre única e singular por aquilo que representa, evoca e comunica, eternizando o eixo fugaz do aqui e agora, imortalizando uma fração da realidade.

A foto de meu pai, simples e singela, lembra-me de que, por trás de cada imagem, há histórias profundas, prontas para serem redescobertas. Em um mundo saturado de imagens, talvez ainda precisemos dessas pausas, dessas lembranças que nos conectam com quem somos.

ShareTweet
Redação

Redação

Mais da CBN Posts

Campinas aplica mais de 71 mil doses contra gripe e mantém vacinação até maio

by Portal JP News Campinas
15 de abril de 2026
0

A Secretaria de Saúde de Campinas aplicou 71.957 doses da vacina contra a Influenza desde o início da campanha, em...

Dia de Luta Contra o Câncer: oncologistas do Iamspe reforçam a importância da rede de apoio para combate à doença

Dia de Luta Contra o Câncer: oncologistas do Iamspe reforçam a importância da rede de apoio para combate à doença

by Redação
8 de abril de 2026
0

O tratamento contra o câncer tem desafios físicos, emocionais e sociais. Os oncologistas que atendem no Instituto de Assistência Médica...

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

by Redação
26 de março de 2026
0

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das...

Casos de sarampo tiveram aumento de 34 vezes em 2025, alerta Opas

São Paulo tem primeiro caso de sarampo em 2026

by Redação
11 de março de 2026
0

Um bebê de seis meses, uma menina, é a primeira pessoa a contrair sarampo em São Paulo, segundo informa a...

Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema

by Redação
11 de março de 2026
0

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer...

Estado formaliza recebimento de doação do terreno para o Hospital Metropolitano

Estado formaliza recebimento de doação do terreno para o Hospital Metropolitano

by Portal JP News Campinas
12 de março de 2026
0

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou na terça-feira (10) a formalização da transferência do terreno onde será...

Next Post
Praia Grande - Imagem: Reprodução/PMPG

Motorista multado em R$ 8 Mil por descarte irregular de resíduos em Praia Grande

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jovem Pan News Campinas 100.3

Jovem Pan News Campinas 100.3 © 2026 - Todos os direitos reservados

Siga-nos

No Result
View All Result
  • Home
  • Cidades
    • Campinas
    • Indaiatuba
    • Americana
    • Hortolândia
    • Limeira
    • Sumaré
    • Piracicaba
  • Política
  • Economia
  • Esporte
  • Saúde
  • Educação
  • Programação
  • Contato