O vereador Vini Oliveira, do Cidadania, voltou a aparecer publicamente nesta terça-feira na Câmara de Campinas após um período afastado desde a divulgação das gravações feitas na sede da empresa Smile Transportes, em Paulínia. O parlamentar recebeu oficialmente a notificação da Comissão Processante aberta contra ele e afirmou que irá se defender das acusações dentro do processo.
A investigação tem relação com imagens divulgadas nas últimas semanas que mostram reuniões envolvendo representantes do setor de transporte coletivo. Em um dos vídeos, Vini aparece deixando a sede da empresa carregando uma caixa e envelopes, fato que gerou questionamentos e levou à abertura de apurações no âmbito político e policial.
Além da Comissão Processante instalada pela Câmara, o vereador também é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Mandados de busca e apreensão chegaram a ser cumpridos contra o parlamentar e assessores durante operação que apura possíveis vantagens indevidas envolvendo empresários do transporte público e agentes políticos.
A notificação foi entregue na manhã desta terça-feira e marca o início oficial da tramitação da comissão. A partir de agora, Vini terá prazo até o dia 30 de junho para apresentar sua defesa prévia aos integrantes do colegiado.
Após receber o documento, o vereador divulgou um vídeo nas redes sociais. Na gravação, afirmou que passou por um período de recuperação física e emocional e reiterou que não cometeu irregularidades. Segundo ele, todas as suas ações tiveram caráter institucional e republicano.
Vini também declarou confiar na condução do processo e citou as votações realizadas pela Câmara na segunda-feira, quando os vereadores rejeitaram pedidos de abertura de comissões processantes contra o prefeito Dário Saadi, contra o vereador Higor Diego e também uma outra representação apresentada contra o próprio Vini relacionada a declarações atribuídas a ele contra o vereador Benê Lima.
A Comissão Processante foi aberta a partir de representação apresentada pela vereadora Mariana Conti, do PSOL. O grupo é formado pelos vereadores Paulo Haddad, presidente; Otto Alejandro, relator; e Dr. Yanko, membro.
Após o recebimento da defesa, a comissão terá cinco dias para decidir se arquiva o caso ou se dá continuidade à investigação, com coleta de documentos, oitivas e produção de provas. Caso avance, o processo poderá resultar em um relatório recomendando ou não a cassação do mandato.
O prazo final para conclusão dos trabalhos está previsto para 15 de setembro. Até lá, a comissão deverá analisar todas as informações reunidas antes de encaminhar eventual decisão para votação em plenário.







