Depois de se reunir com o presidente americano Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, foi recebido nesta quarta-feira (27) no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ele discutiu a classificação de facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas.
A informação foi divulgada pelo comunicador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, logo após o encontro na sede da diplomacia americana. Além de Paulo, também participou da visita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Figueiredo afirmou que o diálogo tratou de ações em conjunto entre os países.
— A conversa abordou oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador, além da urgência da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras — afirmou.
Flávio e seus aliados no Congresso Nacional defendem a reclassificação das facções. A proposta, incentivada pela gestão do republicano nos Estados Unidos, é rejeitada pela base do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na véspera, o senador relatou ter dito a Trump que apoiará a medida se for eleito e que também vai levar o Brasil a aderir à coalizão política e militar Escudo das Américas, lançada em março pelo republicano com apoio de 17 países para promover ações militares no combate ao narcotráfico.
A reunião ocorreu com Christopher Landau, secretário de Estado adjunto e número 2 da diplomacia americana, e com Darren Beattie, consultor sênior de Políticas para o Brasil na diplomacia. Eles não foram recebidos por Marco Rubio. O secretário de Estado acaba de voltar de viagem e participou de reuniões com o presidente Trump.







