O deputado federal Ricardo Salles, candidato ao Senado por São Paulo pelo Partido Novo, defendeu mudanças nas regras das audiências de custódia como uma das principais medidas para a segurança pública. Em entrevista à Jovem Pan, em Campinas, ele afirmou que pretende atuar para restringir a soltura de presos após as prisões.
Segundo Salles, a mudança no sistema seria uma medida de aplicação imediata. “A polícia não aguenta mais prender a mesma pessoa duas, três, quatro, cinco, 10 vezes. Então, ou a gente muda imediatamente esse modelo da audiência de custódia ou não há policiamento que consiga ficar enxugando gelo”, afirmou.
Trabalho para presos
O candidato também defendeu que detentos sejam obrigados a trabalhar durante o cumprimento da pena. Na entrevista, Salles afirmou que a medida poderia envolver atividades como manutenção de áreas públicas e obras de infraestrutura.
Ele também defendeu o fim das visitas íntimas nos presídios. Segundo o candidato, a proposta poderia ser aprovada pelo Senado.
Defesa do agronegócio
Salles afirmou que pretende defender mudanças no financiamento do agronegócio e ampliar os recursos destinados ao seguro rural. Para ele, o Senado deve usar o controle do orçamento para direcionar recursos ao setor produtivo.
“Então, são medidas que o Senado pode e deve fazer, que é através do controle do orçamento. Você dizer para o governo Lula ou para qualquer governo: ‘Olha, aqui você tem que gastar e aqui você não pode gastar’”, declarou.
Bolsa Família
Durante a entrevista, Salles também propôs que beneficiários do Bolsa Família que tenham condições participem de frentes de trabalho. Ele afirmou que o recebimento do benefício poderia ser mantido, mas vinculado a alguma atividade em órgãos públicos, como prefeituras.
“Mas olha, você tá recebendo Bolsa Família, você vem ajudar a sua prefeitura aqui, numa creche, num cuidado de uma praça, ou seja, você vai receber, mas você vai trabalhar”, disse.
Emendas parlamentares
O candidato ainda defendeu o fim das emendas parlamentares e dos fundos eleitoral e partidário. Salles afirmou ser contrário ao uso de recursos públicos nessas estruturas e disse que suas emendas impositivas, enquanto deputado, foram destinadas à saúde e à assistência social.
“Isso não é a melhor finalidade para o dinheiro público. Então você tem uma grande margem de corrupção, de desvio, de mau uso do dinheiro nessas emendas. Eu sou contra a emenda parlamentar e votaria sempre para acabar com elas”, afirmou.
Na entrevista, Salles também falou sobre sua saída do PL, criticou a atuação de setores ligados ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e afirmou apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas.






