Apesar da publicação na noite desta sexta-feira (20), mais cedo, em entrevista na Casa Branca, o presidente descartou qualquer acordo de paz imediato

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que estuda uma redução gradual das operações militares no Oriente Médio.
“Estamos muito perto de atingir nossos objetivos, à medida que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio em relação ao regime terrorista do Irã”, disse, condicionando a retirada dos militares americanos ao cumprimento de metas específicas de segurança, que incluem:
- Degradar completamente a capacidade de mísseis iranianos, seus lançadores e tudo o mais relacionado a eles.;
- Destruir a base industrial de defesa do Irã;
- Eliminar sua Marinha e Força Aérea, incluindo armamento antiaéreo;
- Nunca permitir que o Irã chegue perto de desenvolver capacidade nuclear e estar sempre em posição de permitir que os EUA reajam de forma rápida e eficaz a tal situação, caso ela ocorra;;
- Proteger, no mais alto nível, nossos aliados do Oriente Médio, incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e outros.
Apesar da publicação na noite desta sexta-feira (20), mais cedo, em entrevista na Casa Branca, o presidente descartou qualquer acordo de paz imediato. “Não quero um cessar-fogo. Você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o adversário”, afirmou.
A condução da guerra, batizada pelo Pentágono como “Operação Fúria Épica”, vem sofrendo duras críticas da imprensa internacional. A revista britânica The Economist estampa em sua capa desta semana uma ilustração de Trump com o rosto coberto por um capacete militar e munições, sob o título “Operação Fúria Cega”.
A publicação faz uma análise crítica do retorno de Trump ao poder e questiona os desdobramentos da atual ofensiva, alertando para os impactos econômicos e políticos de um conflito que se alastra pelo Oriente Médio.







