Pré-candidato à Presidência do Brasil alfinetou o atual governo, dizendo que o combate às facções esteve na agenda central do atual governo

O governador do Rio Grande do Sul (RS) e pré-candidato à Presidência da República afirmou nesta quinta-feira (12), em evento em São Paulo, que o Brasil não deve buscar soluções de países estrangeiros para resolver problemas internos. “Acho que o Brasil precisa ser muito duro no enfrentamento desses grupos criminosos, mas é problema do nosso país e nós temos que resolver. Não dá para buscar soluções de estrangeiros”, disse.
Leite alfinetou o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) sobre a questão da segurança pública. Segundo o governador do Rio Grande do Sul, o tema nunca esteve na agenda central do Partido dos Trabalhadores, “menos ainda o enfrentamento qualificado ao crime organizado”, declarou.
A declaração de Leite vem em uma semana em que os Estados Unidos informaram que devem classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas transnacionais.
Questionada pela Jovem Pan, a porta-voz do Departamento de Estado americano e assistente de Marco Rubio, Amanda Robertson, confirmou a informação. O anúncio aconteceu durante a cúpula “Escudo das Américas” – evento liderado por Donald Trump que reuniu líderes latino-americanos alinhados ao seu governo -, realizada na cidade de Doral, no sul da Flórida.
Leite defende reforma no STF
O governador do Rio Grande do Sul também comentou sobre a crise do Banco Master, que tem sido um tema central no país. Segundo ele, casos como esse fazem o país ficar “imobilizado” e pioram a vida das pessoas. “A gente já teve eleição sob mensalão, eleição sobre Petrolão, Lava Jato, e agora eleição sobre o caso do Banco Master é muito ruim para o país que a gente viva recorrentemente situações como essas”, disse.
Para Leite, é preciso haver uma responsabilização além de investigações para punir os responsáveis nesse processo. Para ele, uma das soluções seria uma reforma do ponto de vista político-institucional para melhorar as instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF). “No caso do STF, inclusive, elevando a idade mínima para 60 anos, impondo mandato de 15 anos, portanto, aos 75 e fazendo com que o mandato de ministro do Supremo seja para coroar uma carreira jurídica brilhante”.






