A licitação do transporte público de Campinas foi suspensa após o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) apontar possíveis ligações entre empresas que participaram da disputa. A decisão impede a homologação do resultado até que a Prefeitura apresente esclarecimentos.
O processo prevê a concessão do sistema de ônibus por 15 anos, incluindo operação de linhas, corredores BRT, transporte adaptado e bilhetagem. Segundo o Tribunal, há indícios de conexões entre empresas concorrentes, o que levanta dúvidas sobre a regularidade da disputa.
Entre os pontos citados estão vínculos societários, compartilhamento de estruturas e uso de endereços em comum por empresas e consórcios participantes. O relatório menciona relações envolvendo grupos como Mov Campinas, Grande Campinas, Andorinha e VCP Mobilidade.
Antes da suspensão, o resultado havia sido anunciado em março, com vitória da Sancetur no Lote Sul e do Consórcio Grande Campinas no Lote Norte. O contrato total está estimado em cerca de R$ 11 bilhões ao longo de 15 anos.
Com a decisão, a Prefeitura não pode concluir o processo até que os questionamentos sejam analisados pelos órgãos de controle.
Prefeitura de Campinas realiza diligências em empresas do transporte e aguarda aval de órgãos de controle
A Prefeitura de Campinas informou que está na fase de diligências das empresas vencedoras da licitação do transporte público, com vistorias presenciais e análise de documentos.
Segundo a administração, já foram realizadas 18 diligências, além de duas conduzidas pela B3, incluindo verificação de endereços, estrutura societária e capacidade técnica e financeira.
As inspeções ocorreram após questionamentos da Polícia Civil e foram autorizadas pela Justiça. O objetivo é confirmar a regularidade das empresas antes da homologação do processo.
O relatório final será encaminhado ao TCE-SP e à Polícia Civil. Não há prazo definido para a conclusão dessa etapa, e a homologação depende da avaliação dos órgãos de controle.







