Campinas está entre os municípios onde foram expedidos mandados de busca e apreensão durante duas operações simultâneas contra suspeitas de sonegação de impostos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
As ações foram deflagradas nesta quarta-feira, dia 4, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná e pela Receita Federal.
Na cidade, duas ordens judiciais relacionadas às investigações foram cumpridas no mesmo endereço, em um imóvel no condomínio Alphaville Campinas, às margens da Rodovia Governador Adhemar de Barros, a SP-340.
O 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) apoiou a operação com duas viaturas, sete policiais militares e um cão policial.
Segundo a corporação, os dois mandados tinham como alvo a mesma pessoa e foram cumpridos no mesmo imóvel.
Atualmente, o endereço é ocupado pela ex-esposa do investigado e pelos três filhos do casal. Não houve apreensões durante a ação.
As diligências fazem parte da segunda fase da Operação Enxágue e da Operação Catéter.
Ao todo, foram expedidos 64 mandados de busca e apreensão em 28 municípios dos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em São Paulo, além de Campinas, as ações ocorreram em Barretos, Rancharia e na capital.
A Justiça também determinou medidas cautelares contra nove investigados e o bloqueio de bens, direitos e valores que chegam a R$ 271,4 milhões.
As medidas atingem contas bancárias, veículos, imóveis, participações em empresas e investimentos.
Segundo o Ministério Público do Paraná, os grupos investigados utilizavam empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, para emitir notas fiscais sem correspondência com operações reais.







