O neurocientista e reitor do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), em Indaiatuba, professor doutor Nuno Sousa, está entre os cientistas mais citados do mundo, segundo a edição de 2026 do levantamento elaborado por pesquisadores da Universidade Stanford, em parceria com a Elsevier. Entre os 36 pesquisadores com vínculo institucional no Brasil associados às áreas de neurologia e neurocirurgia, ele ocupa a primeira posição no índice h ajustado por coautoria, indicador que considera a participação individual dos pesquisadores nas publicações científicas.
No ranking mundial, o pesquisador ocupa a 30.042ª posição entre os cientistas avaliados. Também está em 83º lugar entre os 480 pesquisadores com vínculo brasileiro na faixa analisada e em 29º entre os 142 nomes da área de Medicina Clínica.
Considerando os 38 pesquisadores vinculados a universidades privadas brasileiras presentes na lista, Sousa ocupa a sexta posição no escore composto e a segunda em citações recebidas no ano. É ainda o primeiro colocado entre os pesquisadores de neurociência e o único representante da UniMAX no levantamento mundial.
Conhecido como índice hm, o indicador divide o crédito de cada artigo pelo número de autores, permitindo avaliar o impacto da contribuição individual, em vez de considerar apenas o total de citações recebidas por trabalhos assinados em conjunto. O índice é um dos seis componentes do escore composto utilizado para classificar os pesquisadores. Outro dado destacado no levantamento é que apenas 6,4% das citações recebidas por Nuno Sousa vêm de trabalhos de sua própria autoria.
“Fazer parte dessa lista é um reconhecimento muito importante, especialmente por destacar o impacto do nosso trabalho na comunidade científica. É resultado de anos de dedicação à pesquisa e à produção de conhecimento. Também fico feliz em ver a UniMAX representada nesse cenário, porque acredito que a pesquisa tem um papel fundamental na formação dos nossos alunos e no desenvolvimento da ciência”, afirma Sousa.
A lista dos cientistas mais citados do mundo é produzida pela equipe do professor John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford, e publicada pela Elsevier no repositório Mendeley Data. A atualização de agosto de 2026 corresponde à nona edição do levantamento e utiliza dados da base Scopus.
A classificação considera um escore composto por seis indicadores relacionados a citações, índice h, índice h ajustado por coautoria e citações a trabalhos de autoria única, primeira e última. O ranking é divulgado em duas versões: com e sem autocitações.
Presença na lista destaca atuação científica da UniMAX
A edição de 2026 reúne pesquisadores vinculados a apenas 24 instituições privadas brasileiras, entre elas a UniMAX. A presença da instituição está relacionada à afiliação declarada pelo pesquisador e não significa, necessariamente, que toda a produção científica considerada no levantamento tenha sido realizada na universidade. O resultado, porém, evidencia a capacidade de atrair e manter profissionais com atuação científica de destaque.
“O reconhecimento ocorre em um momento de crescimento da produção científica indexada da instituição. Na base PubMed, os registros com afiliação Max Planck/Indaiatuba aumentaram dez vezes nos últimos três anos. Desse total, 56% contam com coautoria internacional”, afirma Sousa.
“Dos 142 pesquisadores brasileiros de Medicina Clínica incluídos na lista, apenas 15, equivalentes a 11%, têm vínculo com universidades privadas, distribuídas entre 15 instituições. A UniMAX está entre elas”, acrescenta.
O curso de Medicina da instituição formou sua primeira turma de concluintes em 2025. Na avaliação mencionada no material institucional, 81 participantes realizaram o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), dos quais 67,9% ficaram acima do padrão de desempenho.
A aproximação entre pesquisa e formação médica passa pela iniciação científica incorporada ao currículo e pelo desenvolvimento de pesquisa clínica própria, iniciativas que integram o caminho de consolidação da atuação científica da UniMAX.
Sobre a UniMAX
O Centro Universitário Max Planck (UniMAX), de Indaiatuba, é uma instituição de ensino com 27 anos de atuação. Reconhecida com nota máxima (5) pelo Ministério da Educação (MEC), já formou mais de 10 mil profissionais e oferece mais de 50 cursos de graduação, pós-graduação, MBA, extensão e educação a distância (EAD) nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas e Tecnologia.
Com três campi em Indaiatuba, no interior de São Paulo, possui estrutura que inclui Hospital Veterinário, Centro Escola de Especialidades Médicas (CEEM) e laboratórios. Seu modelo pedagógico é fundamentado em metodologias ativas de aprendizagem, com pelo menos 50% da carga horária dos cursos presenciais dedicada a atividades práticas desde o primeiro semestre.






