A Polícia Civil concluiu os dois inquéritos que apuraram a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis.
A estudante morreu no dia 13 de junho após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa às cordas de segurança.
Ao todo, oito pessoas foram investigadas. Quatro delas acabaram indiciadas. Três instrutores que participaram diretamente do salto vão responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Eles permanecem presos desde o dia da tragédia.
Também foi indiciada a organizadora do evento, que responderá por homicídio e fraude processual. Segundo a Polícia Civil, ela manteve a atividade mesmo diante de falhas graves de organização e segurança e, conforme depoimentos, teria orientado colaboradores a retirar do local uma câmera que registrava o salto da vítima.
Outras quatro pessoas chegaram a ser investigadas. Dois colaboradores foram presos durante as apurações por suspeitas de ocultação de provas e de fuga, mas a própria Polícia Civil descartou o envolvimento deles nos crimes e pediu a revogação das prisões. Nenhum deles foi indiciado.
De acordo com a investigação, o evento apresentava falhas operacionais, deficiência nos protocolos de segurança, ausência de controles adequados e condições incompatíveis com o grau de risco da atividade.
O relatório final será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça. As defesas dos investigados afirmam que irão contestar as conclusões da Polícia Civil.







