A Seleção Brasileira retorna aos gramados na terça-feira (31) diante da Croácia, em Orlando, nos Estados Unidos

Existia a dúvida de como o Brasil, sob o comando de Carlo Ancelotti, se comportaria diante das melhores equipes do mundo. Não existe mais. A impressão deixada não é das melhores. A Seleção Brasileira cometeu erros demais e foi derrotada por 2 a 1 pela França, liderada pelo craque Mbappé, em amistoso em Boston, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (26).
O camisa 10 abriu com um golaço o caminho para a vitória dos franceses, que também marcaram com Ekitiké no momento em que estavam com um jogador a menos em campo. O Brasil acordou tarde e foi à rede com Bremer, que fez mais no ataque do que Vini Jr. e Raphinha, astros que estiveram apagados no Gillette Stadium.
A equipe comandada por Ancelotti foi pobre ofensivamente e apresentou repertório limitado no ataque durante o teste mais importante antes da Copa do Mundo. A França, campeã do mundo em 2018 e vice em 2022, ocupa o terceiro lugar no ranking da Fifa e é uma das favoritas a brigar pela taça mais uma vez no torneio na América do Norte.
O Brasil se movimentou, ensaiou algumas tentativas, sobretudo no início do primeiro tempo, mas foi superior em poucos momentos aos franceses, que exploraram os erros dos brasileiros e foram eficientes.
Raphinha, Vini e Martinelli se movimentaram muito, mas pouco fizeram. Com quatro atacantes — Matheus Cunha era o outro — não houve quem pensasse o jogo, quem acelerasse ou cadenciasse quando fosse necessário. As decisões ruins no acabamento das jogadas custaram caro à Seleção Brasileira, que chutou cinco vezes e não acertou o alvo em nenhuma delas no primeiro tempo.
O time treinado por Ancelotti teve de assistir a Mbappé para aprender. Lançado em velocidade, o astro do Real Madrid ensinou como se finaliza. Com um toque, cavou sobre Ederson e abriu o placar. O golaço nasceu de um erro de Casemiro, facilmente desarmado no meio de campo por Dembelé.
Raphinha e Vini, de quem se espera bastante, produziram pouco. Se brilham em seus clubes na Espanha, quando vestem a camisa amarela, ou a azul da Jordan, parecem acanhados, tímidos, com medo de errar.
Raphinha sentiu dores e saiu no intervalo. Seu substituto, Luiz Henrique, mostrou serviço e fez em alguns minutos mais do que a estrela do Barcelona. Foi por causa dele que a Seleção melhorou e esteve perto do empate. No entanto, Maignan defendeu o chute do atacante do Zenit, que precisou de companheiros mais inspirados para mudar o cenário do jogo no Gillette Stadium.
Aumentou a esperança de que o Brasil revertesse a desvantagem quando ficou com um a mais em campo. Upamecano levou o vermelho por derrubar Matheus Cunha perto da área, em lance que precisou ser revisado pelo árbitro de vídeo.
Entretanto, o panorama só piorou para os brasileiros. Com um a mais, o Brasil deixou espaços suficientes para a França aproveitar. Armada na defesa, a seleção francesa saiu de pé em pé em rápido contra-ataque para ampliar. Olise serviu Ekitiké, que tocou sobre Ederson. Nova cavadinha e novo golaço.
Ancelotti fez todas as substituições disponíveis e assistiu da área técnica a uma leve melhora da Seleção, que insistiu para ao menos reduzir a desvantagem e conseguiu com Bremer. O zagueiro, posicionado como um camisa 9, cutucou para a rede após passe de Luiz Henrique, um dos poucos que se apresentou bem.
Ancelotti lançou mão de João Pedro e Igor Thiago e preteriu Endrick. Com dois centroavantes, o conjunto verde e amarelo insistiu atrás do empate. Desorganizado, subiu ao ataque como dava. Mais perigoso que os próprios atacantes, Bremer virou camisa 9 e foi quem mais chegou perto de novamente marcar, em duas finalizações. Foi só o que fez o Brasil. O empate não veio.
A vitória diante de um europeu pode vir na terça-feira (31), quando a Seleção encerra esta Data Fifa contra a Croácia, em Orlando.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 × 2 FRANÇA
BRASIL: Ederson; Wesley (Ibañez), Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro (Gabriel Sara) e Andrey Santos (Danilo); Martinelli (João Pedro), Raphinha (Luiz Henrique), Vini Jr. e Matheus Cunha (Igor Thiago). Técnico: Carlo Ancelotti.
FRANÇA: Maignan; Malo Gusto (Kalulu), Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni (Kanté), Rabiot e Cherki; Ekitiké (Doué), Mbappé (Thuram) e Dembelé (Lacroix). Técnico: Didier Deschamps.
GOLS: Mbappé, aos 31 do 1ºT. Ekitiké, aos 19, e Bremer, aos 32 do 2ºT.
ÁRBITRO: Guido Gonzales Jr. (EUA).
CARTÕES AMARELOS: Casemiro, Léo Pereira, Konaté, Bremer.
CARTÃO VERMELHO: Upamecano.
PÚBLICO: 66.713 torcedores.
RENDA: Não disponível.
LOCAL: Gillette Stadium, em Boston (EUA).
*Estadão Conteúdo







