O governador do Rio de Janeiro é acusado de obter vantagem eleitoral em processo de contratação de cerca de 27,7 mil servidores temporários

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do processo que pede a cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi interrompido mais uma vez. O ministro Kassio Nunes Marques fez pedido de vista nesta terça-feira (10) para ter mais tempo de análise do caso.
A presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, marcou a retomada do julgamento para 24 de março. Até o momento, o placar da votação está 2 a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos.
Em novembro de 2025, a ministra e relatora do caso, Maria Isabel Galotti, votou pela cassação. Na ocasião, o julgamento foi suspenso depois de o ministro Antônio Carlos Ferreira pedir vista.
Na sessão desta terça-feira, o magistrado acompanhou a relatora e votou a favor da cassação. Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos.
Também são julgados no processo:
- Ex-vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha;
- Ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), Gabriel Rodrigues Lopes;
- Deputado estadual e ex-secretário de governo, Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) absolveu o governador e os outros acusados no processo de supostas contratações irregulares da Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), Castro obteve vantagem eleitoral no recrutamento de 27.665 pessoas, o que gerou um gasto de R$ 248 milhões. O órgão afirmou que a descentralização de projetos sociais fomentou a medida.
*Com informações de Agência Brasil







