A velocidade inadequada ou excessiva e a falta de habilitação foram apontadas como os principais fatores de risco relacionados às mortes no trânsito em Campinas em 2026. Até julho, 26 pessoas morreram em vias urbanas da cidade.
Dos 16 casos analisados pelo Programa Vida no Trânsito, cinco envolveram velocidade e outros cinco tiveram a falta de habilitação como fator identificado. Cada um representa 31% das ocorrências analisadas.
O álcool na direção apareceu em três casos, enquanto a falta de capacete foi identificada em dois. Também foram registrados fatores como direção perigosa, transitar em local proibido, linha de cerol e comportamento de pedestre.
Pode haver mais de um fator de risco em um mesmo sinistro. Os dados fazem parte do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Emdec.
A velocidade também aparece como a conduta de risco mais registrada na cidade. Até julho, foram 283,3 mil infrações por excesso de velocidade, equivalentes a 55% do total de autuações.
Nos casos de excesso superior a 50% do limite permitido, foram registradas 5,2 mil infrações no período.
A falta de habilitação, assim como permitir que uma pessoa sem CNH conduza um veículo, resultou em quase 700 infrações neste ano.
Apesar dos fatores identificados, Campinas registrou queda de 35% nas mortes em vias urbanas até julho. Foram 26 óbitos, contra 40 no mesmo período de 2025.
Entre pedestres, a redução foi de 46%, enquanto entre motociclistas houve queda de 14%.







