Nem a capital. É o interior, e mais precisamente Campinas, que concentra o maior volume de denúncias de assédio eleitoral no trabalho.Levantamento do MPT-15, que fiscaliza 599 cidades do interior e litoral paulista, mostra que dos 46 registros feitos no Estado até o dia 15, a Procuradoria de Campinas aparece no topo, com 6 casos.
É a regional que abrange 89 municípios, entre Campinas, Piracicaba e Jundiaí.Não é um fato isolado. Em 2022, a região já havia liderado com 89 denúncias, quase o dobro de São José do Rio Preto, que teve 47. Em 2024, o cenário se repetiu: 33 registros em Campinas, contra 11 de Ribeirão Preto.O que está sendo denunciado? Patrões que ameaçam demitir a depender do voto, que distribuem uniformes de candidatos, que oferecem dinheiro ou promoção em troca de apoio político, que convocam reuniões para doutrinar funcionários ou que dificultam a saída para votar no dia da eleição.
A punição é dupla. Na esfera trabalhista, a empresa pode pagar indenização por dano moral coletivo. Na criminal, o Código Eleitoral prevê até 6 anos de prisão para quem coage ou impede o exercício do voto.Para tentar frear os abusos, o MPT montou plantão especial nas eleições de 2026.
Nos dias 3 e 4 de outubro, e também em 24 e 25 de outubro caso haja segundo turno, haverá procuradores de plantão das 8h às 17h em todas as unidades. Na sede de Campinas, na Rua Pedro Anderson, 91, Taquaral, serão até três procuradores por turno.As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelo site prt15.mpt.mp.br.







