O presidente da Câmara de Sumaré, Helio Pereira da Silva, de 55 anos, foi preso nesta quarta-feira (9) durante a Operação Archimagus, que investiga tráfico de drogas e associação para o tráfico na região. Segundo a investigação, ele seria o principal financiador do esquema e utilizaria empresas para movimentar recursos.
Helio Silva foi preso em um condomínio de Paulínia. No imóvel, foram apreendidas duas armas, 105 munições, R$ 18.215 em dinheiro, além de joias e outros objetos de valor. A regularidade das armas ainda seria analisada pela Polícia Federal.
Outro preso na operação foi Maikon Baptista da Costa, de 43 anos. Ele é apontado como responsável pelo abastecimento e gerenciamento de pontos de venda de drogas em Sumaré. Um cão farejador localizou 892 gramas de maconha em um guarda-roupas da residência dele.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo e Jacutinga, em Minas Gerais. Um sítio de Helio Silva em Jacutinga é investigado como possível local de armazenamento de drogas.
A investigação também apura a participação de outros três suspeitos, apontados como responsáveis pelo controle do sítio, pela movimentação financeira e pela intermediação do esquema. A polícia afirma que o grupo teria uma estrutura para financiar a compra, armazenar, distribuir e comercializar entorpecentes.
A Polícia Federal vai analisar celulares, computadores, documentos e outros materiais apreendidos. Também serão verificadas as movimentações financeiras das empresas ligadas a Helio Silva. A Câmara de Sumaré afirmou que a investigação é de caráter pessoal e que, até o momento, não há informação que relacione o caso às atividades do Legislativo.







