O Hospital Mário Gatti, em Campinas, confirmou um novo caso de infecção pela bactéria KPC, desta vez registrado na enfermaria da unidade.
A informação foi divulgada após a identificação do microrganismo em exames laboratoriais. Segundo a administração hospitalar, o caso é considerado isolado e não tem relação com o surto registrado na UTI adulto, que já contabiliza nove pacientes infectados e levou ao fechamento do setor.
Após a confirmação, a equipe iniciou protocolos de segurança, com adoção de medidas de precaução de contato e preparação de um quarto privativo para isolamento da paciente. Durante o período necessário para limpeza e adequação do espaço, a paciente permaneceu em enfermaria coletiva, com sinalização de risco e orientações específicas para evitar contaminação.
A rede hospitalar informou que a identificação de bactérias multirresistentes faz parte das rotinas de vigilância e controle de infecções, sendo procedimentos previstos nos protocolos assistenciais. A KPC é uma bactéria resistente a diversos antibióticos, o que dificulta o tratamento e exige controle rigoroso em ambientes hospitalares para evitar disseminação.
O hospital afirmou que segue monitorando a situação e adotando medidas para garantir a segurança de pacientes e profissionais de saúde.
Nota da Rede Mário Gatti
“A Rede Mário Gatti informa que se trata de um caso isolado na enfermaria, que não tem qualquer relação com o surto registrado na UTI Adulto. A identificação de pacientes com microrganismos multirresistentes, como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), faz parte das rotinas de vigilância e segurança assistencial da instituição.
No caso em questão, o resultado da cultura microbiológica que confirmou a presença do microrganismo foi liberado na tarde desta quinta-feira, 19 de março. A partir dessa confirmação, foram imediatamente instituídas as medidas de precaução de contato, conforme protocolos assistenciais e diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e um quarto privativo já foi liberado para isolamento da paciente, que será transferida nas próximas horas.
O prazo de estadia dela em quarto coletivo da enfermaria desde que saiu o resultado é apenas o do período entre fazer limpeza terminal do leito e transferir a paciente. Situações como essa ocorrem de forma rotineira em todo hospital, especialmente no intervalo entre a liberação do resultado laboratorial e a organização do leito de isolamento, sempre com adoção imediata das medidas de segurança.
A placa informativa no leito é colocada para que os profissionais realizem as práticas adequadas para este tipo de caso. Essas medidas incluem sinalização do leito, uso rigoroso de equipamentos de proteção individual pela equipe e reforço das práticas de higienização.”







