A Prefeitura de Campinas suspendeu por tempo indeterminado uma licitação estimada em R$ 224,6 milhões para a contratação de serviços médicos e multiprofissionais na rede municipal de urgência e emergência. A concorrência prevê a escolha de uma única empresa para atender quatro Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu 192.
A suspensão ocorreu depois que empresas interessadas apresentaram questionamentos sobre o edital. O principal ponto levantado é a concentração de todos os serviços em uma única prestadora. A Rede Municipal Dr. Mário Gatti defende esse formato por entender que ele permite remanejar profissionais entre as unidades de acordo com a demanda. Os departamentos Jurídico e Administrativo analisam possíveis ajustes, e a Prefeitura espera publicar um novo edital nos próximos dias.
O contrato teria duração de 36 meses e prevê 202 postos de cobertura assistencial. São 107 postos para técnicos de enfermagem, 32 para enfermeiros, 59 para médicos e quatro para assistentes sociais. Entre os médicos, estão previstos profissionais para atendimento de adultos, pediatria e psiquiatria. A contratação é suplementar e não representa a abertura de 202 novas vagas no quadro municipal.
A UPA Anchieta concentra a maior quantidade de postos, com 58. A Campo Grande terá 51, a São José contará com 49 e a Carlos Lourenço, com 29. O Samu também receberia reforço, incluindo dois postos de psiquiatras. A implantação estava prevista para ocorrer gradualmente entre janeiro e agosto de 2027. A Rede Mário Gatti informou que a suspensão não afeta o atendimento atualmente prestado à população.







