A Câmara de Sumaré aprovou nesta quinta-feira (10) o pedido de licença não remunerada do presidente Hélio Silva (Cidadania), preso temporariamente na quarta-feira durante a Operação Archimagus. A licença terá duração de 30 dias.
Com o afastamento, o vice-presidente Lucas Agostinho (União) assumiu interinamente a presidência do Legislativo. Segundo a Câmara, os trabalhos administrativos e as sessões devem seguir normalmente.
Hélio Silva foi preso pela Polícia Federal, Polícia Militar e GAECO durante investigação sobre tráfico de drogas e associação para o tráfico na região. Ele é apontado pelas investigações como financiador e principal articulador do suposto esquema.
O vereador foi preso em casa, em um condomínio de Paulínia. No local, foram apreendidas armas, munições, cerca de R$ 18 mil em dinheiro e joias. Segundo a investigação, empresas ligadas a ele também podem ter sido utilizadas para movimentar recursos provenientes do tráfico.
O Cidadania suspendeu Hélio Silva de todas as funções partidárias após a prisão. A legenda informou que aguarda o andamento das investigações e que respeita o direito de defesa.
A defesa de Hélio Silva nega as acusações e informou que pretende utilizar os meios legais para buscar a liberdade do vereador. O advogado afirmou que o cliente está tranquilo e confia no esclarecimento dos fatos pela Justiça.







