A Comissão Processante que apura eventual prática de corrupção, improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar atribuídas ao vereador campineiro Vini Oliveira (Cidadania) concluiu a fase de instrução do processo sem acrescentar novas provas e depoimentos ao material apresentado pela denunciante, Mariana Conti (PSOL).
O documento que oficializou a conclusão foi publicado em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Legislativo e estabelece prazo de cinco dias úteis para que a defesa de Oliveira apresente as considerações finais.
A Comissão também determinou que o Correio Popular recolha as provas audiovisuais entregues voluntariamente à Câmara no dia 5. O material foi considerado inadmissível pela CP após análise da Procuradoria da Casa.
As imagens mostram Oliveira em reuniões com empresários da Smile Transportes, empresa vinculada ao Consórcio Grande Campinas, vencedor do leilão para a operação do Lote Norte do transporte público municipal.
Segundo o material apresentado, o vereador aparece deixando a empresa acompanhado do chefe de gabinete, Marco Antônio Castigleri. As gravações também registram empresários mencionando uma possível retirada de R$ 20 mil e apontando Oliveira como alguém de confiança dentro da Câmara.
A denunciante afirmou que não concorda com a decisão da Comissão de não aceitar os vídeos e defendeu que o material seja considerado no processo.
A defesa de Vini Oliveira afirmou que a instrução processual demonstrou que o vereador atuou dentro das prerrogativas de fiscalização e que os elementos produzidos reforçam a regularidade de sua conduta.
Depois das considerações finais da defesa, o relator deverá elaborar um parecer que poderá recomendar o arquivamento do processo ou a cassação do mandato. O relatório será votado pela Comissão e, posteriormente, levado ao plenário em reunião extraordinária.







