A Comissão Processante que apura denúncias contra o vereador Vini Oliveira, do Cidadania, mudou de decisão e não vai mais solicitar imagens a veículos de imprensa. Por unanimidade, os membros acataram pedido da defesa e arquivaram o ofício que seria enviado à TH+ Record e ao Correio Popular. A justificativa seguiu parecer da Procuradoria da Câmara, que não teve os detalhes divulgados.O caso tramita na Câmara após a divulgação de vídeos que mostram Vini em reunião na sede da empresa Smile, em Paulínia. A empresa faz parte do grupo vencedor do Lote Norte da licitação do transporte coletivo de Campinas. Nas imagens, o vereador sai do local carregando uma caixa preta com envelopes. O encontro aconteceu entre a fase de disputa do leilão e a assinatura final do contrato.A representação foi feita pela vereadora Mariana Conti, do PSOL. Para ela, é preciso esclarecer o que havia nos envelopes e se houve favorecimento. Vini nega qualquer vantagem. Segundo a defesa, a caixa continha documentos e mídias com denúncias sobre o transporte, que depois foram entregues ao Ministério Público.
O caso também é alvo de investigação do Gaeco e da Polícia Civil. Em junho houve buscas no gabinete, na casa do vereador e em outros endereços ligados à empresa.Na parte administrativa, a comissão negou adiar a oitiva do perito Ricardo Molina, que estará fora do país até 28 de agosto.
Para não prejudicar o prazo legal, deu 24 horas para Vini indicar outro assistente técnico. Os depoimentos estão marcados para os dias 3 e 4 de agosto, na Sala Sylvia Paschoal. O vereador deve falar na terça.O colegiado é presidido por Paulo Haddad, com Otto Alejandro como relator e Dr. Yanko como membro.
Ao final, pode recomendar arquivamento ou responsabilização. Uma eventual cassação só ocorre com votação no plenário.






