O advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, encontrado morto em uma estrada de terra em Mogi Mirim, já havia registrado um boletim de ocorrência contra Leonardo Jhonatan Oliveira, de 32 anos, preso na sexta-feira (14) e apontado pela Polícia Civil como autor confesso do crime.
O registro foi feito no fim de 2025, quando Lucas relatou uma suposta tentativa de Leonardo de realizar movimentações bancárias em sua conta. Os dois se conheciam. A Polícia Civil ainda não informou se o episódio tem relação direta com o assassinato.
Leonardo foi ouvido novamente pelos investigadores nesta segunda-feira (17), ao chegar à Delegacia de Mogi Mirim. A polícia também investiga a participação de um segundo suspeito, mas a identidade dele e os detalhes sobre sua possível atuação não foram divulgados.
A motivação do homicídio permanece sob sigilo. Segundo a Polícia Civil, a investigação analisa informações relacionadas à vida pessoal da vítima.
Câmeras ajudam a reconstruir crime
Novas imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas pelos investigadores. Segundo a polícia, o carro de Lucas entrou às 3h05 na estrada de terra onde o corpo foi encontrado e deixou o local três minutos depois, às 3h08. A perícia apontou que o advogado foi morto naquele ponto.
Lucas foi encontrado morto no dia 2 de agosto, na zona rural de Mogi Mirim. Ele estava sem roupas, em posição fetal, apresentava ferimentos no rosto e tinha um tecido amarrado ao pescoço e ao corpo.
Outra gravação mostra Lucas entregando cervejas a um amigo pouco antes de seguir para Mogi Mirim. Nas imagens, ele conversa, usa o celular e se despede sorrindo. Familiares disseram que o comportamento chamou atenção porque ele não costumava mexer tanto no aparelho.
Leonardo foi preso na sexta-feira (14), quando buscava o filho na escola. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o assassinato. A investigação continua para esclarecer a participação do segundo suspeito e a sequência dos acontecimentos.
Lucas era formado em Direito pela PUC-Campinas, mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo e cursava doutorado na instituição. Ele trabalhava na Ambev, em Jaguariúna, e também dava aulas na USP. A Casa da Criança Paralítica de Campinas e a empresa lamentaram a morte e manifestaram solidariedade à família.







