Eurasia: Flávio tem 75% de chance de vencer Lula e virada é improvável
A consultoria de risco político Eurasia Group indica 75% de probabilidade de vitória do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Em relatório, a Eurasia também aponta como improvável uma possível virada do candidato e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Eurasia mantém o favoritismo de Flávio Bolsonaro mesmo após a redução dos 80% na probabilidade de vitória (o índice é de 75% agora). A revisão acontece após pesquisas de intenção de voto indicarem uma diminuição da vantagem do candidato sobre Lula.
A análise atribui maior peso aos modelos de previsão eleitoral baseados em intenção de voto à medida que o segundo turno se aproxima.
Segundo o relatório, a diferença entre os dois candidatos recuou de quase cinco pontos percentuais na semana anterior para cerca nos levantamentos mais recentes.
A consultoria, porém, avalia que a vantagem de Flávio pode estar próxima de três pontos quando considerados os eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas.
Abstenção e perfil do eleitorado
O relatório aponta que as pesquisas podem subestimar o apoio ao candidato do PL (Partido Liberal) por não considerarem integralmente os efeitos da abstenção. De acordo com a consultoria, esse ajuste acrescentaria cerca de um ponto percentual à vantagem de Flávio.
A Eurasia também avalia que Lula enfrenta dificuldades para ampliar sua votação entre os eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno.
Para reverter o cenário, o presidente precisaria conquistar mais de 60% dos votos dos eleitores dos candidatos que ficaram de fora da segunda etapa, ou atrair eleitores que votariam em Flávio na primeira rodada, uma possibilidade considerada improvável.
Outro fator desfavorável ao petista é o conjunto de preocupações dos eleitores. Segundo a análise, Lula enfrenta desvantagem nos temas de segurança pública e corrupção, enquanto pesquisas qualitativas apontam uma percepção de estagnação econômica entre integrantes da classe média.
Medidas podem reduzir diferença
A consultoria identifica quatro fatores que poderiam favorecer uma recuperação do presidente:
- os debates entre os candidatos;
- os ataques políticos;
- os anúncios de novas medidas;
- e a condução da campanha.
Entre as iniciativas recentes do governo, estão propostas de gratuidade no transporte público, benefícios para pequenos empresários e a redução da jornada semanal de trabalho.
Na avaliação da Eurasia, essas medidas podem contribuir para diminuir a distância entre os candidatos, mas dificilmente seriam suficientes para inverter o resultado.
O relatório também aponta que os ataques da campanha petista, incluindo associações de Flávio com milícias do Rio de Janeiro e temores sobre a perda de benefícios sociais, têm ajudado a estreitar a disputa. Até o momento, porém, essas estratégias não teriam provocado aumento significativo da rejeição ao senador.
A consultoria considera que Lula ainda tem oportunidades para melhorar seu desempenho na reta final, especialmente ao direcionar a campanha para questões de segurança pública e custo de vida.
Mesmo com a redução da probabilidade de vitória de Flávio, a Eurasia Group afirma que uma reversão do cenário eleitoral permanece pouco provável. Caso a vantagem do senador se mantenha estável até o fim da próxima semana, a consultoria poderá elevar novamente sua estimativa de vitória.
Pesquisa Gerp: Flávio Bolsonaro tem 50% da intenções de voto; Lula marca 45%
Pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os números são da modalidade estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. A vantagem do senador é de cinco pontos percentuais, considerada estatisticamente significativa pelo instituto.
Segundo o levantamento, 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos.
Na comparação com a pesquisa divulgada em 12 de outubro, Flávio Bolsonaro passou de 53% para 50%, enquanto Lula oscilou de 44% para 45%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos caiu de nove para cinco pontos percentuais.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, contra 48% de Lula. Segundo o instituto, a diferença de quatro pontos percentuais também é estatisticamente significativa.
Intenção de voto por sexo, idade e renda
O levantamento mostra diferenças nas intenções de voto de acordo com o perfil dos entrevistados. Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 58%, contra 38% de Lula. Já entre as mulheres, o presidente lidera com 52%, enquanto o senador aparece com 42%.
Na divisão por faixa etária, Flávio tem 56% entre os eleitores de 35 a 44 anos, contra 41% de Lula. O petista, por sua vez, registra 51% entre os entrevistados com 60 anos ou mais, enquanto o candidato do PL tem 47%.
A renda também apresenta diferenças. Entre os eleitores com rendimento familiar de até um salário mínimo, Lula alcança 66% das intenções de voto, contra 28% de Flávio. Já na faixa de dois a cinco salários mínimos, o senador tem 61%, enquanto o presidente aparece com 34%.
Flávio lidera em quatro regiões; Lula vence no Nordeste
No recorte por regiões, considerando os votos válidos da pesquisa estimulada, Flávio Bolsonaro aparece à frente no Sul (67% a 33%), Centro-Oeste (66% a 34%), Norte (61% a 39%) e Sudeste (55% a 45%).
Lula lidera no Nordeste, com 65% dos votos válidos, contra 35% do adversário. Segundo a Gerp, as diferenças registradas nas cinco regiões são estatisticamente significativas.
Maioria afirma já ter definido o voto
A pesquisa também perguntou aos entrevistados que escolheram um dos candidatos se a decisão de voto é definitiva. Entre eles, 97% afirmaram que a escolha está totalmente definida, enquanto 2% disseram que ainda podem mudar de candidato. Outros 1% não souberam responder.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 98% declararam que a escolha está definida. No eleitorado de Lula, o percentual é de 97%.
Metodologia
A pesquisa Gerp Mercadologia ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.
Violência é o maior problema do Brasil para 43% dos eleitores, aponta Gerp
A violência é o problema mais grave do Brasil para 43% dos eleitores, segundo pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16). O levantamento perguntou aos entrevistados quais são os três principais problemas do país que podem interferir na escolha do próximo presidente da República. A segurança pública lidera a lista de preocupações, seguida por questões relacionadas à saúde.
A falta de hospitais aparece em segundo lugar, mencionada por 22% dos entrevistados, enquanto a falta de médicos é citada por 21%. Segundo o instituto, não há diferença estatisticamente significativa entre os dois problemas.
Na sequência aparecem os impostos muito altos, com 17%, e a qualidade das escolas e a corrupção, ambas com 16%. O custo de vida elevado foi mencionado por 9% dos entrevistados, enquanto o desemprego recebeu 8% das citações.
Outros problemas lembrados pelos eleitores foram a falta de escolas (7%), a falta de cursos profissionalizantes (2%), o uso de drogas (2%) e a presença de moradores de rua (1%).
Como os entrevistados podiam indicar até três problemas, a soma dos percentuais ultrapassa 100%. Outros 14% não souberam ou não responderam à pergunta.
Violência lidera desde junho; preocupação com corrupção diminui
A violência aparece como o principal problema do Brasil nas 12 pesquisas divulgadas pela Gerp desde junho. No primeiro levantamento da série, realizado em 5 de junho, o tema foi mencionado por 56% dos eleitores. Na pesquisa anterior, de 12 de outubro, o percentual era de 41%, chegando agora a 43%.
A corrupção, por sua vez, passou de 42% das menções em junho para 16% em outubro, uma redução de 26 pontos percentuais ao longo da série histórica. Na comparação com o levantamento de 12 de outubro, o índice caiu de 20% para 16%.
No mesmo intervalo, a falta de hospitais passou de 18% para 22%, enquanto a falta de médicos oscilou de 20% para 21%. A preocupação com impostos muito altos subiu de 12% para 17%.
Preocupações variam entre homens e mulheres
Na divisão por sexo, a violência é apontada como um dos principais problemas por 49% dos homens e 39% das mulheres.
Já os problemas relacionados à saúde são mais mencionados pelas mulheres. A falta de hospitais e a falta de médicos são citadas, cada uma, por 24% das entrevistadas. Entre os homens, os percentuais são de 20% e 17%, respectivamente.
Os impostos elevados são mencionados por 21% dos homens e 14% das mulheres. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a preocupação com a carga tributária chega a 29%.
Metodologia
A pesquisa Gerp Mercadologia ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.
Fontes: CNN Brasil e JP






