Mensagens atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e obtidas pela Polícia Federal indicariam que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhava discussões sobre negócios e reuniões envolvendo a empresária Roberta Luchsinger, investigada por suspeitas de tráfico de influência, segundo informações divulgadas pela coluna de Tácio Lorran, do portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, os diálogos mostram conversas entre Lulinha e Roberta sobre reuniões com integrantes do governo e possíveis oportunidades de negócios. Em uma troca de mensagens de março de 2024, os dois mencionam encontros com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e com Swedenberger Barbosa, à época secretário-executivo do Ministério da Saúde.
A investigação também apura repasses financeiros feitos pelo empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à empresária. Segundo a reportagem, a PF investiga a destinação de parte desses recursos.
Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele vive e trabalha na Espanha, atua exclusivamente na iniciativa privada e que não há provas de qualquer irregularidade. Os advogados também criticaram a quebra dos sigilos fiscal e bancário do filho do presidente.
O advogado Roberto Podval, que representa Roberta Luchsinger, informou que não comentaria o caso em razão do sigilo do inquérito.






