O requerimento foi protocolado pela vereadora Guida Calixto, do PT, e poderá resultar na cassação do mandato por eventual quebra de decoro parlamentar, caso o procedimento seja instaurado e as acusações sejam confirmadas ao final da investigação.
Segundo a parlamentar, o pedido foi elaborado com base em um processo judicial que tramita sob segredo de Justiça e envolve acusações de violência contra uma mulher. Guida afirmou que teve acesso a um conjunto de documentos que, na avaliação dela, justificam a abertura de uma investigação pela Câmara.
Como o processo está sob sigilo, o conteúdo dos autos não é público e não é possível confirmar as condutas atribuídas ao vereador, nem detalhes sobre eventual denúncia do Ministério Público.
Em nota enviada à reportagem, a defesa de Arnaldo Salvetti afirmou que as informações divulgadas sobre o caso são falsas e ofensivas à honra do vereador.
Os advogados sustentam que ele foi absolvido no processo relacionado às acusações de violência doméstica e que não existe decisão judicial reconhecendo a prática das agressões.
O vereador também negou as acusações, afirmou que a denúncia foi apresentada por uma ex-companheira após o fim de um relacionamento extraconjugal e informou ter obtido decisão liminar para retirada de publicações que, segundo a defesa, o associavam às agressões.
O caso teve origem em um boletim de ocorrência registrado em junho de 2025 e foi investigado pela 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas.
O inquérito foi encaminhado ao Judiciário, onde permanece sob segredo de Justiça. O pedido de Comissão Processante será analisado pela Procuradoria da Câmara e, se considerado apto, poderá ser votado pelos vereadores na primeira sessão após o recesso parlamentar.
Caso seja aprovado, será formada uma comissão para conduzir a investigação, assegurando o direito de defesa ao vereador antes da decisão final do plenário.







