A empresa Tercom Terminal Armazenagem de Combustíveis, em Paulínia, alvo da Operação Fluxo Oculto nesta quinta-feira (28), estava com tanques interditados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis por armazenamento de gasolina adulterada. A informação foi confirmada pela própria agência reguladora durante as ações realizadas em conjunto com órgãos de investigação.
Segundo a ANP, a interdição ocorreu após a identificação de solventes misturados ao combustível armazenado no terminal. Outro empreendimento investigado no estado também foi alvo da mesma medida. Juntos, os dois locais tiveram mais de 2,5 milhões de litros de combustível apreendidos entre fevereiro e abril deste ano.
De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, a empresa de Paulínia teria sido utilizada como entreposto em um esquema de emissão de notas fiscais fraudulentas investigado pelas autoridades. A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de combustíveis com possível participação de integrantes do crime organizado.
Durante a operação, equipes da ANP realizaram inspeções em terminais de armazenamento, fabricantes de solventes e uma indústria química suspeita de desviar produtos para o mercado de combustíveis. Técnicos analisaram documentos, capacidades de armazenamento e coletaram amostras para exames laboratoriais.
As diligências ocorreram em cidades como Paulínia, Rafard, Itupeva, Arujá e Votorantim. Segundo os investigadores, a nova fase da Operação Fluxo Oculto busca demonstrar que o esquema continuou em atividade mesmo após as ações da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025.
A defesa da empresa investigada não havia se manifestado até o fechamento da reportagem. As investigações seguem em andamento para identificar a extensão das fraudes e a participação de outros envolvidos no esquema.







