O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o fim da reeleição para cargos do Executivo durante entrevista exclusiva concedida aos apresentadores Guilherme Pierangeli e Marcos Tasca, no Jornal da Manhã Campinas, da rádio Jovem Pan News Campinas.
A declaração ocorre um dia após o próprio governador já ter se posicionado publicamente sobre o tema, indicando ser favorável ao fim da reeleição a partir de 2030. Durante a entrevista, ele voltou a abordar o assunto e afirmou que a mudança precisa ser discutida no âmbito do Congresso Nacional, dentro de uma reforma política mais ampla.
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Reeleição pode impactar decisões de governo
Ao ser questionado sobre qual seria o modelo ideal, incluindo a possibilidade de ampliação de mandatos, Tarcísio evitou propor um formato fechado e destacou a necessidade de debate institucional.
Segundo ele, o atual sistema político contribui para um cenário de “desorganização institucional”, que, na avaliação do governador, está ligado à dinâmica eleitoral.
“Isso é uma coisa que tem que ser discutida pelo Congresso. Agora, eu entendo que o Brasil é um cenário de desorganização institucional. E essa desorganização institucional, ela nasce e ela deriva da desorganização política”, afirmou.
O governador também apontou que a possibilidade de reeleição pode influenciar a atuação de gestores públicos ao longo do mandato.
“Eles, o dirigente, não quer fazer o que tem que fazer porque já está focado na reeleição. E as medidas precisam ser tomadas, a gente precisa aproveitar ao máximo o tempo de mandato”, disse.
Gestão sem foco eleitoral e construção de legado
Durante a entrevista, Tarcísio afirmou que sua administração busca atuar sem priorizar a reeleição, com foco na entrega de resultados.
“A gente age aqui como se não tivesse reeleição. A gente procura governar como se a gente não tivesse a reeleição. A gente está procurando entregar o máximo e fazer aquilo que tem que ser feito, inclusive reformas”, declarou.
Ele também afirmou que decisões mais estruturais, mesmo que envolvam riscos, são necessárias para a construção de políticas de longo prazo.
Reforma política e representatividade
O governador associou o debate sobre o fim da reeleição à necessidade de uma reforma política mais ampla, incluindo mudanças no sistema eleitoral.
Entre os pontos citados, ele mencionou o voto distrital como uma alternativa para aproximar eleitores de seus representantes.
“O voto distrital, eu entendo que é uma coisa que tem que ser. O eleitor do seu representante. Com o afastamento do representante, as outras reformas, elas ficam mais simples”, afirmou.
Segundo ele, a reorganização do sistema político é fundamental para melhorar o funcionamento das instituições e permitir avanços em áreas como orçamento público e planejamento de longo prazo.
A fala ocorre em um momento em que o debate sobre mudanças no sistema político volta a ganhar espaço no cenário nacional, com propostas que incluem alterações no modelo de eleição e na duração dos mandatos.
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