O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a poluição provocada pelo derramamento de aproximadamente 45 mil litros de óleo diesel no Córrego Anhumas e no Rio Atibaia. O combustível era transportado por um caminhão que tombou em 12 de outubro, em uma alça de acesso da Rodovia D. Pedro I para a Rodovia Campinas-Mogi, em Campinas.
O diesel atingiu a pista, o solo e o sistema de drenagem, alcançando a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A contaminação afetou o abastecimento de água em Sumaré, Paulínia, Nova Odessa e Americana. Em Sumaré, a captação precisou ser suspensa após a identificação de uma mancha no Rio Atibaia e de cheiro de combustível na água.
A investigação pretende identificar todos os responsáveis pelo transporte e pela resposta à emergência, além de avaliar os danos à água destinada ao consumo, aos ecossistemas, à fauna e à flora. Também serão examinados os planos de contingência, as medidas de contenção e possíveis infrações ambientais e de trânsito.
Segundo o registro da ocorrência, a fiscalização rodoviária apontou irregularidades relacionadas ao condutor e ao veículo, incluindo resultado positivo no teste do bafômetro, verificação metrológica vencida do cronotacógrafo e divergências nos painéis de segurança. O inquérito está em fase de apuração e ainda não há ação judicial nem decisão da Justiça.







