A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Hélio Silva, presidente da Câmara de Sumaré, investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
A decisão foi assinada na terça-feira (6) pelo juiz Luiz Antonio Cunha e atende a um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável do Ministério Público. O novo período começa depois do encerramento dos 30 dias da prisão decretada anteriormente.
Hélio Silva, de 55 anos, foi preso em 9 de setembro durante a Operação Archimagus, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Campinas.
Segundo a investigação, ele seria conhecido como “Mister M” e teria financiado a compra, o armazenamento e a distribuição de drogas.
A polícia também investiga se recursos de origem ilegal foram utilizados para financiar atividades político-eleitorais.
Entre os elementos reunidos no processo estão áudios atribuídos ao filho do vereador, nos quais é mencionada uma suposta “biqueira” ligada ao parlamentar.
A investigação também identificou episódios em que Hélio teria recebido sacolas com volumes que aparentavam ser dinheiro, posteriormente colocadas em um veículo oficial da Câmara.
A polícia ainda apura o uso de imóveis ligados ao vereador como endereços de empresas sem atividade compatível.
Na operação, foram cumpridos mandados em Campinas, Sumaré e Vinhedo, além de Jacutinga, em Minas Gerais.
Na casa de Hélio, foram apreendidas armas, munições, R$ 18.215 em dinheiro, documentos, joias e celulares. Em outros endereços, os agentes encontraram R$ 6,7 mil e 892 gramas de maconha. A Câmara de Sumaré afirmou que a investigação tinha caráter pessoal e ressaltou o princípio da presunção de inocência.







