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Lula é 'incoerente no exterior' e 'impopular no Brasil', diz revista britânica The Economist
Por Janete
Publicado em 05/01/2026 17:25
Política

A revista britânica The Economist classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "incoerente no exterior" e "impopular em casa", em reportagem publicada no domingo (29/6).

O artigo gerou uma resposta do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que rebateu em nota na terça-feira (1/7) os argumentos da publicação britânica.

Logo no início, o texto da Economist menciona que, em 22 de junho, o Itamaraty condenou os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao território iraniano e declarou que a ofensiva representou uma "violação da soberania" do Irã e "do direito internacional".

A publicação diz que esse posicionamento do Brasil sobre a guerra entre Israel e Irã foi de encontro à postura de outras democracias ocidentais, que apoiaram o ataque dos Estados Unidos ou apenas expressaram preocupação.

Para a The Economist, "a simpatia do Brasil com o Irã" terá continuidade com a participação de ambos os países nos Brics, que se reunirão em uma cúpula de líderes em 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.

'Hostil ao Ocidente'

Segundo a revista britânica, a participação do Brasil em um Brics dominado pelas agendas de China e Rússia faz o país "parecer cada vez mais hostil ao Ocidente".

"O papel do Brasil no centro de um Brics expandido e dominado por um regime mais autoritário faz parte da política externa cada vez mais incoerente de Lula", diz a The Economist.

O texto também destaca o afastamento entre o governo brasileiro atual e os Estados Unidos comandados por Donald Trump.

"Não há registro de que os dois homens tenham se encontrado pessoalmente, o que torna o Brasil a maior economia cujo líder não apertou a mão do presidente dos Estados Unidos", afirma a publicação. "Em vez disso, Lula corteja a China. Ele se encontrou com Xi Jinping, o presidente da China, duas vezes no ano passado."

A revista ainda cita a viagem de Lula à Rússia em maio para as celebrações do aniversário de 80 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.

"Ele aproveitou a viagem para tentar convencer Vladimir Putin de que o Brasil deveria mediar o fim da guerra na Ucrânia. Nem Putin nem ninguém lhe deu ouvidos."

O afastamento da Argentina desde a eleição de Javier Milei em 2023 e as demonstrações de apoio à Venezuela no início do seu governo também são apontadas como parte da "incoerência" em política externa de Lula.

 

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