O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno, conforme levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta sexta-feira (26/12). O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), no entanto, aparece em empate técnico com Lula em uma simulação de segundo turno.
Flávio é o nome que tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar as eleições de 2026. A “bênção” do pai ao filho foi reforçada, nessa quinta-feira (25/12), por meio de uma carta escrita e assinada pelo ex-mandatário.
A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de dezembro. Ao todo, foram ouvidos 2.038 eleitores em 163 municípios de 26 estados e no Distrito Federal. O grau de confiança divulgado é de 95%, e a margem estimada de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Cenários de 1º turno
No cenário 1 de primeiro turno, o Instituto Paraná Pesquisas considera como possível candidato o ex-presidente Jair Bolsonaro – que está inelegível e cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Neste caso, Lula teria 36,9% contra 31,3% de Bolsonaro.
Em seguida, aparecem o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSB), com 6,9%; o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 6,5%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 4%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1,6%; a senadora Tereza Cristina (PP), com 1,4%; e o presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, com 0,6%.
No segundo cenário de primeiro turno, Lula também lidera, mas desta vez com 37,6% contra 27,8% de Flávio Bolsonaro. Nesta simulação, Ratinho Junior tem 9%; Ciro, 7,9%; Zema, 3,1%; Tereza Cristina, 1,9%; e Renan Santos, 0,8%.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é o nome de segundo lugar que tem a maior diferença em relação a Lula em um possível primeiro turno. Michelle alcança 24,4% contra 37,2% de Lula, resultando em 12,8 pontos percentuais de diferença. Na sequência, aparecem Ciro (8,3%), Ratinho Junior (8,2%), Caiado (4,9%), Zema (3,2%), Tereza Cristina (2%) e Renan Santos (0,9%).
Segundo turno
Em relação ao segundo turno, Lula tem 44,1% contra 41% de Flávio Bolsonaro. O resultado, que tem diferença de 3,1 pontos percentuais, demonstra empate técnico, uma vez que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os que não sabem ou não opinaram representam 5,7%, e a soma de nulos, brancos ou que não votariam em nenhum dos dois, 9,2%. Também foram testados outros cenários de segundo turno:
Lula x Bolsonaro
Lula – 43,6%
Bolsonaro – 43,4%
Não sabe ou não opinou – 5,2%
Nenhum, branco ou nulo – 7,8%
Lula x Tarcísio
Lula – 44%
Tarcísio – 42,5%
Não sabe ou não opinou – 4,7%
Nenhum, branco ou nulo – 8,8%
O resultado coloca Tarcísio como o nome mais competitivo contra Lula para o segundo turno, com diferença de 1,5 ponto percentual, excetuando-se o de Jair Bolsonaro, que está inelegível.
Lula x Michelle Bolsonaro
Lula – 44,8%
Michelle – 41,4%
Não sabe ou não opinou – 4,8%
Nenhum/ branco/ nulo – 9%
Lula x Ratinho Junior
Lula – 43,8%
Ratinho – 40,2%
Não sabe ou não opinou – 5,4%
Nenhum, branco ou nulo – 10,6%
Lula x Tereza Cristina
Lula – 44,6%
Tereza – 30,3%
Não sabe ou não opinou – 6,2%
Nenhum, branco ou nulo – 18,8%
Mais brasileiros se identificam com direita que com esquerda
A maior parte dos brasileiros se identifica politicamente com a direita, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (25). Entre os entrevistados, 35% se declararam como parte do espectro da direita e 11%, da centro-direita. No outro polo, 22% disseram ter posicionamento político à esquerda, sendo outros 7% mais ligados à centro-esquerda. Outros 8% dos entrevistados não souberam responder.
No recorte por faixas etárias, os entrevistados com 60 anos ou mais registram 42% de preferência pela direita, 25% pela esquerda e 9% pelo centro. Os mais jovens, de 16 a 24 anos, apesar de se posicionarem mais ao centro (30%), ainda assim registram uma maioria da direita (26%) sobre a esquerda (16%).
Com relação à escolaridade, 41% dos que se dizem de direita têm menos anos de estudo, enquanto 26% se dizem de esquerda e 8%, de centro. Já no recorte por religião, 36% dos católicos e 42% dos evangélicos se posicionam à direita. Os que se classificam à esquerda são 24% e 16% respectivamente em cada grupo.
A pesquisa do Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios do Brasil, entre os dias 2 e 4 de dezembro. A margem de erro dos dados gerais da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.