O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que deve se reunir no próximo dia 27 com o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para alinhar posições e estratégias políticas. Segundo ele, o encontro terá como objetivo ajustar discursos e fortalecer a articulação em torno de pautas comuns que, de acordo com o governador, buscam resgatar o Brasil.
“Nós estamos inteiramente à disposição de Flávio; nós vamos fazer o que a esquerda não fez!”. Durante a conversa com jornalistas, Tarcísio ressaltou que o Republicanos mantém apoio firme a Flávio Bolsonaro e defendeu a importância do alinhamento entre os partidos para garantir estabilidade política e avançar em agendas consideradas prioritárias. Em resposta a questionamentos, o governador destacou que a convergência de posições é essencial neste momento do cenário nacional.
Silêncio sobre o Banco Master
Ao ser perguntado sobre o papel dos presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, em relação a um possível avanço da CPI do Banco Master, Tarcísio evitou comentar diretamente o tema. Em vez disso, falou sobre a passeata organizada pelo deputado Nikolas Ferreira, prevista para ocorrer em breve na Avenida Paulista e que trata sobre o tema.
Na mesma ocasião, o governador afirmou ainda que os brasileiros precisam “resgatar a moral” e aprender com o passado, defendendo valores que, segundo ele, devem nortear o debate político e social no país.
As declarações foram feitas durante a entrega da Praça da Cidadania, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O evento contou com a presença da primeira-dama do Estado e presidente do Fundo Social, Cristiane Freitas; da deputada federal Ely Santos (Republicanos); do deputado estadual Eduardo Nóbrega (Podemos); e do prefeito de Embu das Artes, Hugo Prado, também do Republicanos.
Fim da escala 6×1 elevaria custo na economia em até R$ 267,2 bi por ano, diz CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta segunda-feira (23), que o custo da redução de jornada de trabalho até 40 horas poderia ser de R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano. Isso significaria um impacto de 7% na folha de pagamentos. A projeção considerou dois cenários: compensando a redução com horas extras ou com contratações novas.
Segundo a projeção da CNI, os impactos serão sentidos com maior força na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais.
De um total de 32 setores industriais, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada pela empresa para manter o número de horas atuais de produção.
Exemplos de impactos por setores econômicos:
– Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6%;
– Indústria da construção: de 8,8% a 13,2%;
– Comércio: entre 8,8% e 12,7%;
– Agropecuária: 7,7% e 13,5%.
Segundo a entidade, o impacto imediato da proposta seria um aumento de aproximadamente 10% no valor da hora trabalhada regular para quem tivesse contrato de 40h. Caso as horas não fossem repostas, para a CNI, haveria redução na atividade econômica.
“Esses dados, combinados com as análises que estamos fazendo sobre o tema, mostram que o mais provável é que a produção seja reduzida e o custo unitário do trabalho aumente, trazendo pressão de custos e perda de competitividade das empresas nacionais. Essa dinâmica provoca queda da produção, do emprego e da renda e, consequentemente, do PIB brasileiro”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI também estima que os setores mais afetados seriam as micro e pequenas empresas. Negócios com até nove empregados, por exemplo, teriam alta de R$ 4,5 bilhões a R$ 6,8 bilhões, representando de 8,7% a 13% de aumento com gasto de pessoal.
Nas empresas com mais de 250 empregados, os impactos variam de R$ 27,5 bilhões a R$ 41,4 bilhões, dependendo dos cenários citados. Em percentual, o aumento seria de 6,6% a 9,8% nesse caso.