A Unidos do Viradouro é a campeã do carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu 4º título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, em que exaltou, em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, comandante da bateria.
O desfile, o 3º de segunda-feira (16), foi cheio de surpresas, emocionando o público e sobretudo os componentes — muitos ritmistas cruzaram a Avenida às lágrimas.
A Viradouro gabaritou todos os quesitos e fechou a apuração com 270 pontos nas notas válidas — a escola levou um 9,9 em Fantasias e um 9,9 em Samba-enredo, ambos descartados.
A Beija-Flor ficou com o vice, com 269,9 pontos, a 0,1 ponto da Viradouro. A Vila Isabel também somou 269,9 pontos, mas terminou em 3º no critério de desempate, o quesito Harmonia. Também voltam no Sábado das Campeãs (21) o Salgueiro (4ª, com 269,7), a Imperatriz (5ª, com 269,4) e a Mangueira (6ª, com 269,2).
Escola de samba que exaltou Lula e ironizou cristãos é rebaixada
A Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro na apuração desta quarta-feira (18), após desfilar com um enredo em homenagem ao presidente Lula (PT).
A escola estreou na elite das agremiações neste ano e, ao longo da apuração, recebeu apenas duas notas 10.
Com o enredo Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, a Acadêmicos de Niterói contou a história do petista desde a infância no Nordeste, até a Presidência da República, apresentando também críticas aos seus opositores políticos.
A comissão de frente levou para a Sapucaí uma representação da rampa do Palácio do Planalto, atacando o ex-presidente Michel Temer e, principalmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro que foi retratado como o palhaço Bozo em diferentes situações do desfile.
Além da exaltação a Lula, o desfile também incluiu alas com críticas e ironias a grupos conservadores, incluindo cristãos evangélicos. A ala de número 22 foi chamada de “Neoconservadores em conserva”, que levou fantasias em formato de lata e incluiu personagens como fazendeiro, mulher rica, defensores da ditadura militar e evangélicos, em uma sátira ao conservadorismo.
Outra ala foi a “Patriotas da América”, descrita pela escola como uma crítica ao que chamou de postura “intervencionista” do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto ao governo de Donald Trump.