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Samu realiza em média 6,1 mil atendimentos mensais em Campinas
Os casos clínicos representam o maior número de ocorrências (61%), seguidos por traumas (24%) e atendimentos psiquiátricos (11%)
Por Janete
Publicado em 08/01/2026 17:26
Saúde

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas realizou 61.796 atendimentos de janeiro a outubro de 2025, o que representa uma média mensal de 6.179 ocorrências. Do total, 61% são emergências relacionadas a casos clínicos, como mal-estar, convulsão e dispneia (dificuldade para respirar). 
 

Em seguida, estão os atendimentos por trauma (acidentes, sinistros de trânsito e lesões), que correspondem a 24% do total. Casos psiquiátricos somaram 11%,  já os atendimentos pediátricos e obstétricos representaram 2% cada, enquanto os chamados neonatais (recém-nascidos) foram responsáveis por menos de 1% do total. O levantamento é da Coordenadoria de Informação, Gestão e Ações Coletivas da Rede Mário Gatti, baseado no banco de dados do Samu.
 

Casos clínicos
 

Os casos clínicos atendidos pelo Samu Campinas - que totalizam  37.505 no período analisado - revelam um perfil de demandas muito diversificado em que predominam emergências neurológicas, respiratórias, cardiovasculares, metabólicas e infecciosas, um reflexo da alta demanda clínica que recai sobre o serviço de urgência.
 

As ocorrências que citam mal-estar são as mais recorrentes (2.714 ocorrências) e muito genéricas, podendo ter vários significados. “A população ajudaria muito especificando qual o tipo de mal-estar, já que ele pode significar muitas coisas: desde uma indisposição até uma parada cardíaca, e isso precisa ser reconhecido rapidamente. Os detalhes na descrição também impactam no tipo de ambulância e atendimento que será enviado. Outra prática que torna o atendimento mais assertivo é informar o Samu se houve alguma mudança nos sintomas do paciente, já que alterações podem ocorrer até que o socorro chegue”, explicou Vanessa Orrutia, supervisora do Samu Campinas.
 

Outros casos clínicos com altos números de ocorrências: 

  • Convulsão (2.037) 

  • Dispneia (1.885) 

  • Dor abdominal (1.734) 

  • Dor torácica (1.733)
     

Há ainda grande volume de condições metabólicas (diabetes, hiperglicemia e CAD- Cetoacidose Diabética); cardiovasculares (IAM -Infarto Agudo do Miocárdio, arritmias e crise Hipertensiva) e respiratórias (asma, DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, insuficiência respiratória). 
 

Saiba como acionar o Samu: https://campinas.sp.gov.br/noticias/calma-e-informacoes-completas-fazem-toda-a-diferenca-na-hora-de-acionar-o-samu-124092 
 

Traumas em destaque
 

Os casos de trauma atendidos pelo Samu Campinas totalizam 14.675 atendimentos, sendo que a maioria está relacionada a quedas e sinistros de trânsito. 
 

Principais ocorrências de traumas:

  • Queda da própria altura, especialmente entre idosos (3.471) 

  • Sinistros envolvendo automóvel e motocicleta (1.946) 

  • Sinistros com motocicleta isolados (1.220)

  • Quedas de altura (1.018) 

  • TCE- Traumatismo Cranioencefálico (937) 

  • Vítima de agressão (744) 
     

Segundo Vanessa Orrutia, embora o trânsito seja um ambiente dinâmico e muitas vezes imprevisível, os traumas e sinistros costumam seguir um certo padrão. A maior parte deles ocorre nos horários de pico, quando há maior circulação de pessoas e veículos, especialmente na entrada e saída do trabalho. Já nos fins de semana, o cenário muda: o consumo de álcool e drogas aumenta a incidência de atendimentos relacionados a agressões, violência, ferimentos por arma de fogo, ferimentos por arma branca, além dos próprios sinistros de trânsito. 
 O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas realizou 61.796 atendimentos de janeiro a outubro de 2025, o que representa uma média mensal de 6.179 ocorrências. Do total, 61% são emergências relacionadas a casos clínicos, como mal-estar, convulsão e dispneia (dificuldade para respirar). 

 

Em seguida, estão os atendimentos por trauma (acidentes, sinistros de trânsito e lesões), que correspondem a 24% do total. Casos psiquiátricos somaram 11%,  já os atendimentos pediátricos e obstétricos representaram 2% cada, enquanto os chamados neonatais (recém-nascidos) foram responsáveis por menos de 1% do total. O levantamento é da Coordenadoria de Informação, Gestão e Ações Coletivas da Rede Mário Gatti, baseado no banco de dados do Samu.
 

Casos clínicos
 

Os casos clínicos atendidos pelo Samu Campinas - que totalizam  37.505 no período analisado - revelam um perfil de demandas muito diversificado em que predominam emergências neurológicas, respiratórias, cardiovasculares, metabólicas e infecciosas, um reflexo da alta demanda clínica que recai sobre o serviço de urgência.
 

As ocorrências que citam mal-estar são as mais recorrentes (2.714 ocorrências) e muito genéricas, podendo ter vários significados. “A população ajudaria muito especificando qual o tipo de mal-estar, já que ele pode significar muitas coisas: desde uma indisposição até uma parada cardíaca, e isso precisa ser reconhecido rapidamente. Os detalhes na descrição também impactam no tipo de ambulância e atendimento que será enviado. Outra prática que torna o atendimento mais assertivo é informar o Samu se houve alguma mudança nos sintomas do paciente, já que alterações podem ocorrer até que o socorro chegue”, explicou Vanessa Orrutia, supervisora do Samu Campinas.
 

Outros casos clínicos com altos números de ocorrências: 

  • Convulsão (2.037) 

  • Dispneia (1.885) 

  • Dor abdominal (1.734) 

  • Dor torácica (1.733)
     

Há ainda grande volume de condições metabólicas (diabetes, hiperglicemia e CAD- Cetoacidose Diabética); cardiovasculares (IAM -Infarto Agudo do Miocárdio, arritmias e crise Hipertensiva) e respiratórias (asma, DPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, insuficiência respiratória). 
 

Saiba como acionar o Samu: https://campinas.sp.gov.br/noticias/calma-e-informacoes-completas-fazem-toda-a-diferenca-na-hora-de-acionar-o-samu-124092 
 

Traumas em destaque
 

Os casos de trauma atendidos pelo Samu Campinas totalizam 14.675 atendimentos, sendo que a maioria está relacionada a quedas e sinistros de trânsito. 
 

Principais ocorrências de traumas:

  • Queda da própria altura, especialmente entre idosos (3.471) 

  • Sinistros envolvendo automóvel e motocicleta (1.946) 

  • Sinistros com motocicleta isolados (1.220)

  • Quedas de altura (1.018) 

  • TCE- Traumatismo Cranioencefálico (937) 

  • Vítima de agressão (744) 
     

Segundo Vanessa Orrutia, embora o trânsito seja um ambiente dinâmico e muitas vezes imprevisível, os traumas e sinistros costumam seguir um certo padrão. A maior parte deles ocorre nos horários de pico, quando há maior circulação de pessoas e veículos, especialmente na entrada e saída do trabalho. Já nos fins de semana, o cenário muda: o consumo de álcool e drogas aumenta a incidência de atendimentos relacionados a agressões, violência, ferimentos por arma de fogo, ferimentos por arma branca, além dos próprios sinistros de trânsito. 
 

Atendimentos psiquiátricos
 

A distribuição dos atendimentos psiquiátricos mostra um cenário marcado pela complexidade clínica e demanda por intervenções em crises agudas. 
 

As ocorrências mais frequentes são:
 

  • Tentativa de suicídio (1.110)

  • Distúrbio comportamental (996) 

  • Agitação psicomotora (840)

  • Transtorno de pânico/ansiedade aguda (650) 

  • Esquizofrenia (448)

  • Agressividade (417)

  • Episódios psicóticos (395) 

  • Depressão (371)

  • Uso/abuso de substâncias, incluindo drogadição (296)

  • Etilismo (227) 
     

Segundo Ana Carolina Sichiroli, coordenadora de Urgência e Emergência do Samu e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Rede Mário Gatti, apesar do foco principal de atendimento ser de emergências complexas, como AVC, infarto, trauma grave e parada cardíaca, o número de casos psiquiátricos atendidos são expressivos. Segundo ela, isso chama a atenção para a necessidade do cuidado com a saúde mental
 

“Nosso atendimento está cada vez mais qualificado diante dessa crescente demanda. Temos um médico psiquiatra que está disponível 24 horas, 7 dias por semana para os atendimentos de urgência. Ele faz orientações por  telefone e prioriza os casos que são realmente graves. Se for necessário, ele vai à residência e faz o direcionamento ideal para os pacientes. É um diferencial em nossa equipe, já que não são todos os serviços de atendimento pré-hospitalar que possuem o especialista na equipe”, explicou.
 

Conheça a frota do Samu https://campinas.sp.gov.br/noticias/eficiencia-seguranca-e-qualidade-de-assistencia-samu-de-campinas-renova-frota-de-ambulancias-123087 

 

Casos pediátricos

 

Os atendimentos pediátricos somaram 1.592 casos no período analisado e refletem um perfil marcado principalmente por doenças respiratórias e quadros infecciosos, emergências clínicas frequentes na infância e situações agudas que exigem resposta rápida. 
 

Os principais tipos e casos pediátricos atendidos pelo Samu são:
 

  • Bronquiolite (201)

  • Convulsões (137)

  • Febre (127)

  • Asma (117) 

  • Dispneia (75)

  • Intoxicação exógena (66)

  • Dor abdominal (63)

  • Insuficiência respiratória (58) 

  • Traumatismo cranioencefálico (56) 

  • Pneumonia (55) 

  • Vômitos (53)

  • Engasgo (44)

  • Corpo estranho (36)  

  • Broncoespasmos (31) 

  • Infecções como dengue (19)

  • IVAS - Infecção Aguda das Vias Aéreas Superiores Não Especificada (19) 

  • Diarreia (18) 

  • Meningite (16)
     

Uma característica dos atendimentos do Samu Campinas é que as ocorrências com crianças são as menos atendidas. “É uma característica interessante, porque por mais que uma criança sofra um trauma, um atropelamento, uma queda, a chamada é feita, mas na hora que a viatura do Samu chega, alguém já levou. A população tende a pegar e levar, diferente do adulto que permanece no local. Certamente o fator emocional sensibiliza a população para que essa atitude seja tomada”, observou Ana Carolina Sichiroli.

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