Inflação acelera: IPCA-15 salta para 1,23% impulsionado por energia e educação
A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), registrou aceleração de 1,23% na passagem de janeiro para fevereiro, uma alta de 1,12 ponto percentual em comparação ao mês anterior. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE, indicam que o índice acumula uma variação de 1,34% no ano e de 4,96% nos últimos 12 meses, superando os 4,5% observados no período anterior.
Entre os nove grupos pesquisados, sete apresentaram alta em fevereiro. O grupo habitação teve o maior impacto, com uma elevação de 4,34%, impulsionado pela forte alta de 16,33% na energia elétrica residencial, após a queda observada em janeiro. Já o grupo educação (4,78%) também registrou expressivo aumento, principalmente devido aos reajustes em cursos regulares, que refletiram no preço do ensino fundamental, médio e superior.
No grupo de alimentação e bebidas, os preços aumentaram 0,61%, com destaque para o café moído (11,63%) e a cenoura (17,62%). No entanto, alguns produtos, como batata-inglesa (-8,17%) e arroz (-1,49%), apresentaram queda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em discussões com sua equipe sobre medidas para conter a alta dos alimentos. A questão ganhou destaque após declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que mencionou a busca por “intervenções para baratear os alimentos”. A Casa Civil, no entanto, esclareceu que não há planos para intervenções artificiais nos preços.
O grupo de transportes, que subiu 0,44%, teve impacto principalmente nos combustíveis, com aumentos de 1,88% nos preços do etanol, óleo diesel e gasolina. No entanto, as passagens aéreas registraram uma queda de 20,42%.
Em termos regionais, Recife teve a maior variação com 1,49%, devido às altas de energia elétrica e gasolina, enquanto Goiânia teve a menor, com 0,99%, refletindo as quedas nas passagens aéreas e no arroz.
Os preços utilizados para calcular o IPCA-15 foram coletados entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025, e a amostra abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos.