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Uma em cada 3 crianças venezuelanas precisa de assistência urgente em saúde e educação

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou nesta sexta (7) que uma de cada três crianças na Venezuela precisa urgentemente de assistência em nutrição, saúde e educação. O órgão espera conseguir recursos adicionais para reforças suas atividades no país.

Das dez milhões de crianças que vivem na Venezuela, 3,2 milhões necessitam dessa assistência básica, assim como medidas de proteção para evitar que diante do agravamento contínuo da crise sejam vítimas de abuso e exploração.

Segundo dados da ONU, o aprofundamento da crise teria tirado do sistema escolar mais de 750 mil crianças e adolescentes.

“Nos preocupa que a situação atual tenha reduzido o acesso (das crianças) a serviços essenciais e aumentado sua vulnerabilidade, provocando a perda de anos de progresso”, disse em Genebra o porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac.

“Está claro que é preciso aumentar nossas atividades, mas o principal obstáculo para o fato é que os recursos financeiros sempre são poucos”, lamentou.

O porta-voz mencionou a necessidade de “vacinar mais crianças, protegê-las de doenças infecciosas e apoiar sua nutrição”, citando somente algumas áreas nas quais as crianças venezuelanas enfrentam enormes dificuldades.

O Unicef trabalha na Venezuela sem dificuldades de acesso, mas com o temor de desvio ou mal uso da ajuda.

“Somos livres para trabalhar, mas temos limitações que estão relacionadas com os fundos que dispomos”, explicou Boulierac.

Desde que começou o ano, o Unicef organizou a entrada de 55 toneladas de ajuda à Venezuela, principalmente de provisões médicas – incluído material de obstetrícia, antibióticos e tratamentos contra a malária – que foram distribuídos em 25 hospitais do país.

No último ano, a ajuda humanitária facilitada pela organização da ONU totalizou 200 toneladas.

O Unicef reconheceu que há falta de dados confiáveis sobre a situação social na Venezuela, mas organizações internacionais determinaram que a mortalidade de crianças menores de cinco anos duplicou, passando de 14 por cada mil nascidos vivos entre 2010-2011 para 31 por cada mil nascidos vivos em 2017.

Agência EFE