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Extinção de 27 mil cargos não tem impacto para o cidadão, afirma secretário do Ministério da Economia

O corte de cargos decretado pelo governo não vai ter impacto no atendimento à população. É o que avalia o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart. Em entrevista nesta terça-feira (24) ao Jornal da Manhã, ele explicou que o processo foi conversado com outras pastas e órgãos envolvidos para que ficasse certificado que o serviço não fosse prejudicado.

“Estamos tranquilos com o não impacto porque a maior parte desses cargos são ocupados por servidores estaduais e municipais, atualmente. Então só mudou a esfera de competência. Não faz mais sentido a União manter esses cargos já que a maioria estavam desocupados, então não tem nenhum efeito na prática.”

Na segunda-feira (23) o Governo Federal extinguiu mais de 27 mil cargos efetivos do seu quadro de pessoal. A medida acontece visando uma reorganização da estrutura de carreiras prevista em uma possível reforma administrativa. Nesse corte, o segundo de 2019, a pasta mais afetada é a da Saúde — com mais de 22 mil cargos extintos.

Segundo o secretário, mais uma leva de extinção deve atingir os órgãos e pastas no próximo ano. “Assim como foi feito nas duas primeiras rodadas, precisamos tomar muito cuidado e ouvir áreas técnicas, além de ministérios e órgãos. A gente espera que tenha, sim, uma nova rodada. Mas tem muita coisa a ser conversada e estudada”, explicou.

Leinhart destacou que os órgãos públicos têm profissionais “bem preparados e qualificados”, mas que, em geral, o sistema “não ajuda” na entrega do resultado. Por isso, defende mudanças. “A reforma administrativa não precisa mudar pessoas, precisa mudar o sistema. São eles, dentro da estrutura estatal, que não estão adequados e merecem ser revistos.”

Outra prioridade do governo que pode impactar na extinção de cargos no setor público é o investimento no avanço digital. De acordo com o secretário, a pasta da Economia já faz um trabalho bastante agressivo. “Até abril tínhamos 90% dos atendimentos do Inss feito de maneira presencial. Agora, se inverteu: 90% dos serviços são prestados digitalmente. Isso é economia de tempo para o cidadão e para o servidor, que aumenta a produtividade.”